sábado, 4 de fevereiro de 2012

Simplesmente amor

Decidiu que não mais se permitiria perder tempo e energia tentando convencer a sociedade acerca da veracidade e do significado do que havia entre eles. Não era preciso que se pintassem de alguma das únicas cores que o mundo enxergava: o amor deles tinha suas próprias cores. E quem tivesse olhos de ver, veria.

Reparou que, curiosamente, parara de escrever poesias quando se apercebera do quanto o amava. E concluiu que não era porque perdera o tino, mas sim, porque descobrira a insuficiência das palavras.

Deu-se conta do quanto era especial ter em sua vida algo tão especial, porque se tão especial era, não o era por apenas ser, mas por uma razão maior. E deduziu que tinham a missão de perpetuar aquela raridade, porque nada lhes fora dado sem propósito, e aquilo não podia se perder.

Porque se neles havia o que tão pouco se encontrava,
e se tão poucos reconheciam, mas os que o faziam se espelhavam,
e se tanto bem inspirava que na forma não se amoldava,
e se tudo era tão e tanto, que perto disto as palavras eram nada,
de que outra forma poderia descrever isto, ao não ser, simplesmente, que o amava?

2 comentários:

Anônimo disse...

Aninha..

Parabéns, amei o texto.. que tenho certeza foi "baseado em fatos reais" e insperado em um certo alguém que atende pelo nome de Luiz Carlos!! rs

Lindo!!

Bjuss,
Tábata

Paulo Scheunemann disse...

Ana, belas palavras! Você escreve muito bem, mas já deve saber disso...rsrs. A parte da poesia ficou excelente e o sentimento descrito soa muito nobre. Parabéns! =D