quarta-feira, 6 de junho de 2012

Ingenuidade versus paranoia

Nada de extremos: nem ingenuidade demais, nem psicose demais! É preciso equilíbrio, e a fonte do equilíbrio é a crença em uma verdade superior à nossa vã realidade.


Não sou tão inocente a ponto de crer que a vida é realmente este mar de rosa que muitos pintam, mas também não sou tão paranoica a ponto de crer que há uma má intenção por trás de tudo, como muitos crêem. Bem e mal coexistem, estou certa. E ainda que ainda prevaleça o mal, é possível viver no bem. E ainda que convivamos com tantos convites à corrupção, é possível conservar a virtuosidade. E ainda que a maioria das opções que o mundo nos oferece não passe de aliciamento para a imoralidade, é possível protegermo-nos. Basta que não deixemos de manter viva a nossa fé, na crença sincera de que o amor é superior a todas e quaisquer forças que atentem contra ele.




"Não se diga que no homem estão conflitantes as duas forças: a do bem e a do mal.

Gerado pelo Divino Amor, está o homem fadado ao Amor.

O bem, nele ínsito, é a preservação da vida, o estímulo para a vida, a geratriz da vida. É a luta para que a vida se mantenha.
O mal é a negação disto, que o indivíduo elege, porque se deixa dominar pelos instintos primevos, constitutivos da ação orgânica sobre o hálito divino que vitaliza o corpo. 
Eleger a condição em que prefere transitar, é opção livre de cada um. 
Por isso, cumpre-nos modificar a paisagem vigente no mundo pela aceitação do bem, que é um impulso natural da vida e o destino compulsório do ser. 
Assim reflexionando, não dês guarida às injunções primitivas de que estás tentando libertar-te. Esforça-te pela opção positiva, como te inclinas para as tendências de supremacia de mando, de primarismo, de governança, de destemor, de posse, a que te arrojas, muitas vezes, insensata e desequilibradamente."

(Fragmento da mensagem "Ante o bem e o mal", do livro "Oferenda", de Joanna Ângelis, psicografado por Divaldo Pereira Franco)

Um comentário:

Paulo Renato Scheunemann disse...

Esse texto me faz lembrar do filme "A árvore da vida" do Malick... não exatamente, mas de uma certa forma, principalmente quando se fala que o bem, no caso do filme a 'graça' é um impulso natural da vida... O filme expõe os dois caminhos, não necessariamente do bem e do mal, mas do natural vs. graça.