terça-feira, 30 de julho de 2013

Amor, felicidade e fé

Haverá vezes em que você vai dar o melhor de si e não vai imediatamente conseguir o que quer; vai abrir seu coração e doar-se plenamente e não vai imediatamente receber o afeto que espera; vai ter fé e acreditar e não vai imediatamente achar a cura para seus problemas... Mas nem por isso deve deixar de dar o seu melhor, deixar de abrir seu coração, deixar de ter fé e acreditar!

Nada passa despercebido perante as leis que regem o universo... Seus esforços, atitudes, tudo que você tem sofrido, feito e aguentado, tudo está sendo devidamente contabilizado e você terá de volta aquilo que merece quando as circunstâncias forem adequadas para recebê-lo.  

Sofremos por ter que esperar para receber as respostas às nossas perguntas; ficamos tristes quando os resultados dos nossos esforços não vêm; a espera angustia, mas é preciso paciência, pois tudo que é nosso está a caminho e chegará na hora certa. Não sejamos arrogantes a ponto de achar que nós sabemos qual é a hora certa! Por ora, cabe a nós plantar, e não deixar o nosso coração se abater pelas incertezas relativas à colheita – até porque essas incertezas só dizem respeito ao “quê” e ao “quando”; haverá uma colheita, sim, isso é uma certeza!

E não tenha medo do que há por vir... Não importa se você prefere usar a razão ou o coração para consolar a si próprio, pois ambos vão te levar à mesma máxima: vai acontecer o que for melhor para você, pois é assim que o universo funciona. Se você entender isso (para os adeptos da razão), não precisará temer nada. Se você sentir e confiar nisso (para os que preferem usar o coração), vai encontrar paz em si próprio e vai se sentir melhor.

Haverá vezes em que as pessoas não saberão apreciar aquilo que você se esforça tanto para oferecer a elas; sempre haverá quem não se importe ou quem não saiba ou não queira retribuir o que recebe; haverá aqueles a quem você dará seu coração e eles não saberão nem com o que fazer com ele; haverá quem minta e te dê falsas esperanças; e haverá quem até ache que está dizendo a verdade e não tem noção do quanto está iludindo aos outros, por não conhecerem a si próprios. Em suma, sempre haverá quem não se encontra no mesmo patamar do amor que você. Ame-os mesmo assim... A sua capacidade de amar é uma conquista sua, não deixe que as decepções tirem isso de você!

O egoísmo, a crueldade ou a indiferença dos que não te correspondem é problema deles, e só a eles deve fazer mal. Ame mesmo assim. Dizem que as pessoas mais difíceis de amar são as que mais necessitam de amor... Faça sua parte. Faça por eles, e por você também, porque quanto mais difícil for o gesto de afeto que você praticar, mais você estará se superando, quebrando amarras e destruindo as barreiras que o seu orgulho cria; mais você estará permitindo que o seu coração abrigue somente sentimentos puros.

Tudo acontece por um motivo (ou por vários!), tudo fará sentido algum dia. O propósito é muito maior que nós, e a explicação pode estar muito além daquilo que somos capazes de compreender agora. Enquanto a dor ainda perdura, é porque ainda temos algo a aprender com ela. Todos iremos receber o que merecemos, e se esse dia ainda não chegou é porque ainda estamos no processo de fazer por merecer!

E o ato de pensar positivo é etapa fundamental nesse processo, pois a negatividade dificulta os passos que damos rumo à felicidade, enfraquecendo-nos e tentando nos manter estagnados ou – pior ainda – levar-nos a um caminho adverso. O pensamento cria, a energia molda o ambiente; e é por isso que devemos manter nossa mente focada em coisas boas.

A felicidade não é privilégio de poucos; ela pertence a todos, e algum dia baterá na porta de cada um. Certamente baterá mais cedo na porta daqueles que buscam encontrá-la a despeito de todo e qualquer infortúnio que assole sua vida.

domingo, 28 de abril de 2013

Eu jamais poderia te odiar

É engraçado como você costumava me pedir tanto para ser sincera com você, e agora é você quem não está sendo sincero comigo. Não é preciso fingir ou dar desculpas; não comigo (eu costumava ser aquela com quem você se abria e dividia coisas que não dizia a mais ninguém; não sou mais?). Eu sei de toda a verdade (eu sempre sei), e quer saber? Está tudo bem! Eu entendo, eu aceito, não fico magoada.
 
Eu gosto tanto de você, e tão verdadeiramente, que eu jamais poderia te odiar. Você jamais poderia me machucar. A única maneira de você me machucar seria eu deixar, seria eu esperar alguma coisa de você, e eu nunca esperei, e não espero. Nesta vida, eu aprendi a nunca esperar nada de ninguém; então, quando as pessoas não fazem nada por mim, eu não me decepciono, e quando elas fazem, eu fico positivamente surpreendida. Sei que eu sôo como uma pessoa fria, e sim, eu faço isso para me proteger, mas com você eu descobri uma nova e melhor justificativa para ser assim. Muitas vezes nos recusamos a criar expectativas por medo de nos decepcionarmos mais à frente, mas depois de amar você eu aprendi que essa atitude deve ter muito mais a ver com a pessoa amada do que com quem ama: esperar coisas dos outros é egoísta. Que ama, aceita e entende, e não usa o ser amado como fonte de expectativas e retribuições.

Todas aquelas coisas que eu te disse sobre eu não ser tão fraca e sensível como eu deveria ser, eu disse tudo aquilo por uma razão. Você não precisa evitar dizer coisas a mim por medo de machucar meus sentimentos. Uma vez eu te disse que na vida eu aprendi mais pelo amor do que pela dor, e isso é verdade, mas isso não significa que eu vivo em um mundo de arco-íris e unicórnios... Eu posso não ter vivido muitas coisas trágicas em minha vida, mas eu vi e ouvi muita coisa, então basicamente eu estou acostumada a ouvir palavras duras (sejam elas destinadas a mim ou não) e ver coisas feias, mas tudo isso não me afeta tanto quanto deveria porque eu não permito. Eu sou assim: as pessoas só me ferem quando eu permito. 

Então, seja o que for que você tem para me dizer, por favor não reprima. Eu aguento. Além disso, acredite em mim quando eu digo que nada que você possa fazer ou falar pode fazer com que eu te ame menos. Meu sentimento por você cresceu a tal ponto que eu jamais poderia odiar você, mesmo se fizesse algo que eu odeio. Eu sei separar a atitude da pessoa. Eu te amo sinceramente, e incondicionalmente. 

É claro que eu quero que você goste de mim, mas ora, eu não posso agir como nada menos do que eu realmente sou. Minha verdadeira personalidade é tudo que tenho a oferecer, e se isso te faz pensar coisas ruins a meu respeito, que seja! Você pode e deve dizer o que você quiser porque suas opiniões são uma parte de você e eu quero tudo de você, eu amo tudo em você, mas que isso inclua qualquer coisa que não me agrade... Seu caso é diferente: você jamais poderia me machucar porque eu te amo o suficiente para entender qualquer coisa que venha de você. Só, por favor, nunca me prive da verdade.

Eu confio no que eu sinto por você

Acredite ou não, eu estava muito ciente de todos os riscos que tomava por dizer aquelas coisas a você... Mas, por alguma razão, eu senti que devia dizer.

Eu não sei como você se sente a meu respeito agora, mas de qualquer forma, eu quero que você saiba que nada pode mudar o que eu sinto por você. Você pode me odiar ou querer se afastar de mim, você tem esse direito, mas independente de como você se comportar, eu não serei capaz de odiar você. Eu posso, no entanto, me afastar de você... Eu te amo e te respeito; se você algum dia quiser que eu faça ou pare de fazer algo, tudo que tem que fazer é me falar... Se você me pedir para me afastar, eu me afastarei. Se me pedir para parar de falar com você, eu vou parar. Mas você não pode me pedir para deixar de te amar... Não importa o quanto você tente me evitar, ou quanto tempo você seja capaz de ficar sem pensar em mim, eu sempre pensarei em você, sempre terei sentimentos por você. E lembre-se: meus sentimentos foram suficientemente fortes para te trazer para mim uma vez... Tenho certeza que eles podem fazer isso de novo. Eu confio no que eu sinto por você.

Eu sei que você não é perfeito, todos são imperfeitos e embora eu te considere muito mais especial que a maioria das pessoas, não espero perfeição de você. Para ser honesta, há algumas coisas em você que eu não gosto, há um lado seu que provavelmente não me atrairia se fosse a primeira coisa sua que eu conhecesse. Porém, agora que aprendi a te amar incondicionalmente, eu posso encarar isso, eu posso lidar até mesmo com os seus piores defeitos, e mesmo com as coisas que não são necessariamente defeitos mas que eu vejo como sendo... São uma parte de você, e eu a quero também, porque eu quero o pacote completo. 

Alguém uma vez disse que os defeitos só são fortes quando o amor é fraco... E eu não descreveria o meu amor como fraco. Eu te amo inteiramente; mesmo o seu lado mais sombrio não seria capaz de me fazer esquecer o seu melhor lado, e mesmo que algum dia as razões que me fizeram gostar de você desaparecessem, eu ainda te amaria, porque meu amor chegou a esse ponto. Eu não tenho medo do que pode vir se eu vir a conhecer tudo a seu respeito. E é exatamente isso que eu quero...

Eu quero você inteiro. Na vida, pode-se dizer que nunca temos a chance de mostrar tudo de nós a todos, e mesmo quando temos, às vezes preferimos não mostrar, por várias vezes, mas quase sempre por medo ou conveniência. Então, basicamente, cada pessoa em nossa vida chega a conhecer um lado de nós. Mas eu quero ser aquela que conhece todos os seus lados... Todas as suas nuances, todas as suas virtudes e defeitos, cada pequena coisa que atravessa sua mente, cada um dos aspectos da sua personalidade... Eu quero você completamente e quero o você completo. Mas eu quero que isso venha espontaneamente. Quero fazer por merecer... Então, eu não vou pedir nem insistir. Se eu realmente merecer, eu vou ter isso, mais cedo ou mais tarde. Eu posso esperar. Eu vou esperar. Eu te amo o suficiente para esperar.

terça-feira, 19 de março de 2013

O real valor de cada gesto

Às vezes tudo que precisamos entender é que cada um de nós possui a sua própria maneira de sentir e a sua própria maneira de demonstrar o que sente. Auto obsessões seriam facilmente resolvidas e paranoias gigantes poderiam ser perfeitamente eliminadas se compreendêssemos o pequeno fato de que nem todos são como nós somos, e mais ainda, que nem todos são como gostaríamos que fossem. 
Não ser amado como gostaríamos de ser não significa não ser amado. Não receber o que se quer ou se espera, não é o mesmo que não receber nada. Não ser sempre reconhecido não é sinônimo de rejeição. Não sempre. Não necessariamente.
Em vez de nos sentirmos ignorados a cada vez que não recebermos a reação aguardada, é mais sensato buscarmos, antes de tudo, entender as particularidades da pessoa na qual depositamos nossas expectativas; e, feito isso, busquemos eliminar tais expectativas. Esperar é egoísta, pois todo gesto genuíno deve ser praticado sem o desejo de retribuição. E entender a pessoa a quem o ato se destina é primordial, pois só assim é possível obter uma noção segura acerca dos seus sentimentos. Conhecer a real dimensão e o valor de cada reação e da emoção por trás de cada comportamento é essencial para saber se há alguma razão em nos sentirmos menosprezados.
Não se pode esperar que os outros façam por nós tudo e exatamente aquilo que faríamos por eles. Cada um dá o que tem e orienta-se como pode. Tudo que se pode fazer é doar nosso sentimento sem esperar que nos retribuam com coisa qualquer que seja, mas se porventura tal retribuição acontecer, saber apreciar e entender... Não basta apenas considerar a atitude, é preciso saber de quem ela parte. 

O amor por trás das máscaras do orgulho

Por que eu reteria meu amor e te privaria dele se foi justamente ele que te atraiu até mim? Por que eu deixaria o orgulho me impedir de me expressar se foi justamente por você que eu aprendi que o amor verdadeiro não admite o orgulho? Por que eu deixaria o medo tomar decisões por mim se foi justamente você quem me ensinou o quanto se pode perder quando se tem medo? Por que eu mascararia meus sentimentos e meu jeito de ser se foi justamente você quem optou por me amar exatamente como eu sou? 

O excesso de preocupações em relação ao amor pode acabar nos atrapalhando a perceber a verdadeira essência do amor, bem como, o excesso de maquinismos e engendrações com o desígnio de apresentarmos uma melhor versão de nós mesmos pode acabar nos distanciando ainda mais de nós mesmos; e se não sabemos quem somos, como podemos querer ser amados? O que estamos oferecendo à pessoa que amamos? 

É natural que queiramos mostrarmo-nos aos poucos, entregar nossos sentimentos em doses razoáveis, em vez de entregarmo-nos por inteiro de vez. É preciso cuidado, no entanto, para que tais preocupações não se transformem em uma paranoia. A obsessão por calcular tudo e jamais deixar transparecerem nossos reais intentos e sentimentos acabará por nos afastar deles próprios, de tal modo que algum dia nem nós mesmos saberemos quais são eles...


"O conhecimento oferece recursos hábeis para o cometimento. No entanto, a espontaneidade não deve ser banida dessa conquista, em razão dos benefícios que proporciona. Uma atitude natural é muito mais valiosa do que aquela que se fez estruturar artifici­almente, oferecendo uma postura robotizada.
Por isso, o treinamento não pode eliminar a pos­sibilidade das reações normais, o que tornaria os gestos totalmente destituídos de encantamento e na­turalidade.
Certamente, se deve pensar antes de agir, parti­cularmente quando se é defrontado por circunstân­cias e ocorrências importantes. Todavia, o gesto afe­tivo espontâneo consegue muito mais do que as ar­timanhas e elaborações do intelecto. Ademais, o sen­timento puro irradia-se e conquista, enquanto a ati­tude estudada oferece gentileza mas não esponta­neidade."

(Trecho do capítulo 37 do livro 'Amor, imbatível amor', de Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Pereira Franco)


Então, por vezes, o melhor a fazer mesmo é correr o risco de sofrer, abrir a porta sem ter medo do que poderá entrar, pagar para ver, arriscar-se, expor-se e dar o que se tem sem medo de não ser suficiente ou de ser demasiado... As chances de ganhar algo realmente verdadeiro são maiores quando o que emitimos é também puramente verdadeiro.


"As pessoas têm que gostar de você pelo que você é. Sem joguinhos. Não tenha medo de se entregar."
  

Autoproteção


Você insiste em me pedir que eu seja completamente honesta e que me abra com você... Por quê? O que é que você realmente pretende? Você é capaz de lidar com o que acontecerá se eu realmente atender ao seu pedido?
Será que não vê que ao tentar me proteger, estou protegendo você também? 
Eu me conheço, e sei que não sou suficientemente madura a ponto de ser capaz de dar tudo de mim mesma sem esperar nada em retribuição. E conheço você, não tão bem quanto gostaria, mas o suficiente para saber que você não tem muito a oferecer - ou melhor, que não pode me oferecer muito, e certamente sei que não posso exigir muito de você. Se eu de fato decidir agir de forma totalmente sincera e aberta, conforme você diz que deseja, isso me ligará a você de tal forma que vou precisar de muito mais do que sei que você é capaz de dar, ou que está disposto a dar.
Oitenta por cento de mim é o máximo que posso dar a qualquer pessoa, e mesmo assim, são pouquíssimas as pessoas que posso dizer que realmente recebem esta porcentagem, pois não seria inteligente da minha parte dar tanto de mim a quem eu sei que não pode me corresponder. 
E a possibilidade de você estar ciente de tudo isso torna esta situação ainda mais difícil... Se sabe exatamente o que pode acontecer caso eu faça o que você pede, então por que continua? O que você vai ganhar com isso? Acha mesmo que está me fazendo algum bem ao me oferecer um espaço para ser tudo que eu não posso ser com as demais pessoas? Será que não vê que em vez de me fortalecer, isto só me fragilizará ainda mais? Mas talvez seja isso mesmo que você pretenda... Será que faz isso apenas para sentir o prazer de me fazer escrava do seu afeto, apenas para ter mais um entre tantos que precisam de você? Você seria capaz disso? Será que é tão estúpido a ponto de não perceber os riscos e as desvantagens que isso traz? Ou está simplesmente disposto a correr o risco? Você me ofereceu total acesso a você, e eu poderia fazer mau uso disso. 
É engraçado o fato de que a pessoa que me oferece a chance de me deixar ser 100% eu mesma é a mesma pessoa que age exatamente da maneira que justifica o fato de eu nunca dar 100% de mim mesma a ninguém.
Eu sempre digo que o amor verdadeiro é incondicional e não espera nada em troca, mas talvez eu ainda não seja capaz de amar assim. Há uma verdade nas verdades de Deus, mas há também uma realidade na Terra, e o fato é que relacionamentos, nos termos humanos, precisam de reciprocidade para funcionar. O amor não precisa, mas os relacionamentos precisam. E é uma pena que eu ainda não seja capaz de enxergar nossa situação como amor, mas como um relacionamento amoroso apenas. 
Você seguramente não é capaz de me corresponder com a mesma intensidade e provavelmente não é capaz de me fornecer o que preciso, então é melhor que pare de me tratar como se fosse. Não me faça promessas que não será capaz de cumprir. Talvez você próprio acredite que possa, mas eu sei que não. Não te conheço tão bem, mas conheço a mim mesma muito bem, e é por isso que sei que não. Você conhece a sua capacidade, mas não conhece as minhas necessidades; então, por favor, não me critique por eu ser tão racional, pois é justamente por causa de pessoas como você que eu sou assim. 
Não me peça para agir com o coração, ainda que eu saiba que você age assim. Nossos corações são diferentes.
Se eu soubesse amar exatamente como o amor verdadeiro é, exatamente como Deus quer que todos saibam amar, então eu poderia facilmente deixar meu coração conduzir minhas ações... Mas o amor que sinto, o amor que a maior parte dos indivíduos sentem, ou seja lá o que for que nós confundimos com amor, é ainda imperfeito demais, humano demais, muito corrompido ainda... Então até que eu aprenda a amar de verdade, é melhor que eu continue colocando a razão acima da emoção.


'You've got to learn to be much stronger
At times your head must rule your heart...' 

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Razões e conexões

Seria possível não acreditar que há uma razão maior por trás de tudo isso, se se tratasse de apenas um ou dois fatos apenas aparentemente relacionáveis... Mas foram inúmeros, e se algum dia eu tive qualquer dúvida do significado de tudo isso, você, surpreendentemente, veio e me confirmou. Nem precisava. A reação do universo já me dizia, as suas reações já me diziam, sequer eram necessárias palavras vindas de você, mas mesmo assim, você disse. E o que para mim já era certo passou então a ser perfeito.

São coisas simples como entrar no carro, ligar o rádio e estar tocando uma música cuja letra certamente não trata de situações como a nossa, mas que inacreditavelmente, parece encaixar-se perfeitamente a nós.
Achar graça em uma, duas ou três coisas que você diz e que aparentemente podem não ter nenhum significado profundo, mas que quando somadas e interpretadas em um determinando contexto, dizem muito mais do que aquilo que você ainda não teve coragem de dizer. 
Ou estar pensando em algum determinado assunto e dias depois descobrir que, naquela mesma hora, você estava pensando nisso também.
Pensando bem... Essas coisas não são tão simples. Há uma conexão entre nós, e eu não digo isso apenas porque sinto, mas porque encontro provas em cada detalhe dessa situação que nos envolve, seja como for que queiramos chamá-la. 

Não existem coincidências, tampouco amor sem propósito. Deus faz tudo intencionalmente, e o fato de que não estamos ainda aptos a identificar Suas intenções por trás de cada acontecimento não quer dizer que elas não existam. E nestes próprios acontecimentos está a ferramenta para nos aprimoramos a fim de algum dia estarmos suficientemente sábios para entender a razão por trás de tudo...

Amar vale a pena

Amar vale a pena. É claro que vale. Chega a ser engraçado o fato de que às vezes duvidamos disso, porque o tempo sempre nos prova que o amor realmente tem poder... Pode ser que demore para que vejamos o resultado, mas ele vem. As sementes que o amor verdadeiro planta sempre dão frutos.

O amor é paciente. Quem ama suporta a dor de não ter a reciprocidade ou o reconhecimento por parte do ser amado, pois confia no amor que sente e sabe que ele age em favor de si próprio e em favor de seu destinatário. Quem ama quer fazer-se presente na vida do ser amado, mas não o sufoca; expõe o que sente, mas nada cobra; ama incondicionalmente, mas nada pede em troca. E é exatamente por não exigir ser amado que se faz digno de ser amado, pois assim prova que seu amor é verdadeiro.


"O amor não prende, liberta! Ame porque isso faz bem a você, não por esperar algo em troca.... Quem ama de verdade, sem apego, sem cobranças, conquista o carinho verdadeiro das pessoas." (Chico Xavier)

Até acontecer com você

Há sempre alguma coisa na qual nos recusamos a acreditar, e nem sempre é por ingenuidade, ceticismo ou inflexibilidade; pode ser que os nosso motivos realmente façam sentido. E há sempre aquele alguém que diz que só não acreditamos porque ainda não aconteceu conosco... Mas, presos a estes argumentos, cremo-nos imunes à rendição. Afinal, se não cremos que algo existe, não há como crer que vá acontecer conosco. Até que um dia... Acontece.

Certos clichês são por aí semeados por pessoas que nem sempre dão a si mesmas o trabalho de refletir sobre o porquê ou o significado deles, e muitas outras negam-se a difundi-los porque, ao contrário daquelas, estas já refletiram e já chegaram à conclusão de que não se deve acreditar neles - ou de que não vale a pena acreditar neles. Um dia, contudo, estas pessoas passam por este tipo de experiência... E então não há mais como descrer.

Será possível que haja uma sabedoria imanente nas crenças vulgares? Por que alguns crêem tão facilmente em coisas cujas razões desconhecem ou sequer têm interesse em saber? É fácil compreender que, para os descrentes, o acontecimento venha justamente para prová-los que os seus argumentos podem ser falhos; mas e quanto aos que dispensam argumentos? Há tantos que não precisam de explicação para sentir... Mas, se a vida é (ou ao menos deveria ser) um equilíbrio entre sentimento e intelecto, entre coração e mente, então é certo que esta parcela de pessoas também terá seu momento de entender, e não apenas sentir.

Apoiar-se em um argumento suscetível a provas contrárias pode ser ingenuidade, mas crer sem provas também é ingenuidade. Assim como os céticos/ingênuos/inflexíveis descrêem em certas coisas até que aconteçam com eles, os crédulos podem também crer nelas até que algo lhes prove que não existam.

Por estarem tão mergulhados na razão, muitos precisam de um evento que lhes ensine o valor da emoção... E da mesma forma, por acreditarem tão cegamente no poder do sentimento, muitos precisam de um evento que lhes mostre que a racionalidade também é necessária... Cada um terá seu tempo e sua oportunidade de compreender o que lhe é preciso compreender.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Tudo crê, tudo espera, tudo suporta

Voe, mas não tão alto que te faça me perder de vista...Vá em frente, aproveite, faça tudo que tem que ser feito... Mas depois volte para me dizer as palavras que eu mereço ouvir.

É como eu me sinto, mas não é como eu realmente deveria me sentir.

Eu quero te amar verdadeiramente, e é por isso que eu me esforço para não me permitir qualquer sentimento de cobrança, por isso evito esperar qualquer coisa de você... Porque sei o que verdadeiro amor "não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal" (1 Coríntios 13:5), "tudo crê, tudo espera, tudo suporta" (13:7). De todos os meus amores, este seguramente é o que possui mais chances de se assemelhar a isso; logo, devo dar tudo de mim e investir para que assim se torne. Não é fácil, pois não sou perfeita, e embora possua a noção do que deve significar o verdadeiro amor, ainda não o vivencio por completo. Mas vou me esforçar...

Eu nunca te pedi nada e foi assim que consegui tudo. Eu tomei o cuidado de não deixar transparecer o quanto queria significar algo para você, agi da forma mais humilde e despretensiosa quanto me foi possível, e graças a isso alcancei um patamar tão alto em sua vida. Quanto mais me dei e menos te cobrei, mais eu recebi... E é assim que deve continuar sendo.

Por isso te deixo ir a qualquer lugar que quiser ir e por isso não posso te perguntar quando voltará. Enquanto você não volta, tudo que posso fazer é continuar te amando, e amando a mim mesma também. Faça o que tiver que fazer, e eu estarei aqui, focada em mim e trabalhando para ser a melhor versão de mim mesma. Também para isto serve o amor: para fazer melhor a pessoa que ama, e não somente a que é amada. 

Quando você precisar do meu amor, eu estarei aqui: melhor, mais feliz e resoluta que antes; e meu amor estará mais sadio que nunca, em melhores condições de ser entregue a você para te fornecer tudo que você precisa obter dele.




"Somente vive acompanhado realmente, aquele que ama. 
O amor, à semelhança do conhecimento, é um tesouro que mais se tem quanto mais se reparte.
Ninguém fica em carência quando ama, quando ensina. 
O amor, é igual a um espelho que reflete aquele que ama e, ao infinito, reflete todas as expressões de vida pujante.
Não obstante as experiências do amor são solidárias, por isso que, ao expandir-se, primeiro felicita a quem o irradia, sem que tenha a pretensão de colher o retorno.
Na área do amor, quanto em todos os campos da ação nobre da vida, é necessário primeiro dar, a fim de um dia receber. 
O amor é, por conseqüência, o mais preciosos investimento até hoje conhecido.
Antes que dê os resultados a que se propõe, produz, no nascedouro, as excelências de que se reveste: bem-estar, paz e alegria. 
O amor não se queixa, não se impõe; é paciente e promissor.
(...)
Sê tu aquele que amam e nada espera, felicitado pelo próprio amor que de ti se irradia abençoado."

(Fragmento da mensagem 'Companhia do amor', de Joanna de Ângelis, psicografada por Divaldo Pereira Franco)

domingo, 10 de fevereiro de 2013

There's no one left to save me


There's a lot you don't know
And there's a lot I can't tell
Would you think I'm crazy
if you knew me that well?

'Cause there's a lot you don't know
but you say you won't go and I'd like to believe you

But I know there's no one left to save me...
('Save me', The Pierces)
 

Se eu responder às suas perguntas, você ainda vai estar aqui quando eu terminar de falar?
Se eu te disser o que você pede para ouvir, você continuará sentindo o que sente?
Se eu te mostrar o que você quer ver, o que você vai achar?
Se eu te contar segredos, como você passará a me ver?
Se eu confiar em você como se não houvesse o amanhã, seu interesse por mim continuará tão intenso quanto é hoje?

Você tem certeza que quer me conhecer tão afundo? É capaz de lidar com o que vai encontrar?

Eu aprecio o seu interesse e me sinto lisonjeada pela sua disposição em querer me conhecer e me entender, e queria muito acreditar que seu sentimento não vai mudar caso eu realmente me abra, mas que garantias você pode me dar? Até posso acreditar que você se sinta assim agora, mas não posso ter certeza de que isso irá mesmo acontecer depois.

Tenho medo de que você não suporte o que descobrir, e eu provavelmente também não suportarei ver você se afastar. Porque o fato é que, mesmo sem poder ver tudo de mim, você é quem melhor me vê, e eu não quero perder isso. 

Talvez você não saiba, mas o que você me dá tem me dado forças para vencer vários dos meus medos. Talvez você não tenha percebido o quanto tenho mudado desde que te conheci. Talvez você não tenha, embora pense que tenha, uma real noção do quanto o seu amor me liberta, embora eu insista em me manter presa a mim mesma. Talvez, então, seja melhor que eu continue me mostrando aos poucos, sem nunca mostrar tudo, sem nunca expor muito de uma vez só, sem nunca dar demais. Porque o fato é que, apesar de a sua intenção, ao me pedir para mostrar tudo, seja de trazer a cura, eu prefiro a terapia gradativa, essa mesma que você tem me trazido conforme me permite mostrar apenas quase tudo. 

Não posso te dar o que você quer, porque não quero te assustar. Não quero te assustar, porque não quero te perder. Não quero te perder, porque só você pode me ajudar... É um pensamento egoísta, eu sei, mas é a verdade. É o que eu sinto. É a minha forma de tentar conservar o que ainda temos e de alguma forma tentar garantir que não perderemos um ao outro. 

Eu te peço: tenha paciência comigo. Você pode ter certeza de que, mesmo que para você pareça insuficiente, esse pouco de mim que eu te dou é muito mais do que estou acostumada a dar a qualquer um. Saiba reconhecer isso, e entenderá o quanto você realmente significa para mim e o que de fato representa na minha vida. Eu sou assim. Nada comigo vem fácil, mas esteja seguro de que, exatamente por isso, quando vem, vem verdadeiramente. 

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Ninguém precisa saber

Que importa se ninguém vê, se ninguém sabe, se não contamos? Muitas das melhores coisas da vida estão escondidas... Muitas das mais lindas histórias jamais chegaram aos ouvidos do público.

Isto é nosso e ninguém precisa saber. Não será menos grandioso apenas porque não está sendo compartilhado, pois o fato é que, ainda que eu guarde este segredo comigo por vidas a fio, não há como negar que o mundo inteiro se beneficiou disso. Afinal, o que é verdadeiro nunca se perde, e se a troca de amor faz de mim e de você pessoas melhores, então todos que convivem conosco estão convivendo com pessoas melhores e de alguma forma isso torna o mundo melhor. 

O que realmente importa é o que se tem, e não o que os outros vêem ou pensam que se tem. 

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Passado vivo, futuro aguardado

Não há nada de errado em alimentar-se das lembranças quando se tem a certeza de que tudo que foi dito, feito e sentido permanece verdadeiro.

Não vou me maltratar com paranoias e suposições ilógicas: a verdade é que nada mudou. O que era ontem ainda o é hoje. Não preciso que seja reafirmado, não preciso de novas provas, não preciso que me confirmem. Posso me refugiar no passado, sem medo, porque sei que ele coincide com o presente.

Lembro-me, achando graça, das inseguranças que um dia tive. Mais tarde, de alguma forma ou de outra, o tempo sempre me trazia a confirmação que eu esperava, a vida sempre me mostrava que eu estava errada por duvidar, o universo sempre conspirava para me fazer entender que os planos de Deus eram muito maiores que a minha fraqueza. Certamente, ao me permitir sofrer um pouco, Deus estava me dando a oportunidade de me fortalecer para saber receber as bênçãos que ainda viriam. Ao me permitir duvidar, estava testando minha fé. E ao me fazer ter que esperar, estava me preparando para algo muito melhor.

E esse algo veio... E valeu a pena esperar. E vai vir outra vez, eu sei. E a cada nova vez será ainda melhor que a anterior. Há simplesmente sinais demais para serem ignorados; nenhum novo hoje, talvez apenas o de sempre ou até mesmo nada para ser somado... Mas tudo que já foi, tudo que já veio, tudo que quando se soma forma um todo tão verdadeiro, é simplesmente significante demais para não significar nada.


"Tudo que acontece uma vez poderá nunca mais acontecer, mas tudo o que acontece duas vezes, certamente acontecerá uma terceira." (Provérbio árabe)

Amor e orgulho




"Eu sei que não tenho nada a perder, mas seu silêncio é que me sufoca..."
 

Talvez seja porque eu acredite que você não saberá lidar com a verdade, ou talvez porque eu apenas esteja com receio de não saber dizê-la sem ser rude... Mas o fato é que as razões que tenho para permanecer calada são bem maiores que as que tenho para ser sincera.

Chame de orgulho, insegurança, medo, chame isso da forma que você quiser; é fácil, para você, criticar, pois não é você quem não está na posição de se expor sem poder esperar nada em troca. É fácil cobrar honestidade quando só se oferece o silêncio; é fácil cobrar atitude e permanecer inerte. Sei que não posso exigir muito de você (não posso e não devo, pois o amor verdadeiro nada exige), mas em minha defesa, devo dizer que não é nem um pouco confortável falar sobre sentimentos sem receber um feedback.

Você só me dá o suficiente para me fazer crer que devo dar tudo de mim, mas eu sou calculista e não dou. Sou sincera, mas sou reticente. Falo a verdade, mas não falo tudo. Não me subestime. Eu estou sempre no controle da situação. E quando digo que cansei de joguinhos, talvez eu mesma esteja também jogando um jogo.

No fim das contas, nós dois perdemos. Se às claras já há espaço para as falhas, maior ainda há quando ninguém é explícito. Nenhum de nós está sendo completamente honesto e isso implica na possibilidade de algum dos dois estar interpretando tudo errado. Estamos em uma sala escura, tentando dar as mãos, tentando nos achar. Um de nós é orgulhoso demais para dar instruções, e o outro é pior ainda, porque dá instruções incompletas. No fim das contas, ninguém se acha.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Conexões surreais

Há tempos atrás eu me flagrei perguntando a mim mesma se estaria procurando significados demais em tudo que está me acontecendo, e cheguei à conclusão de que estava sim. Mas então eu reflito ainda: se mesmo por trás de cada pequenina coisa na vida há um significado, o que dizer de um amontoado de coincidências?

Não existem coincidências. Deus é sábio demais e ele coloca sua sabedoria em ação a cada vez que permite que algo aconteça em nossas vidas; e quando uma série de coisas aparentemente conectadas começam a surgir, então não há dúvidas: há realmente uma conexão, não é mera coincidência, não é só uma casualidade desarrazoada tentando nos iludir, não é uma brincadeirinha que o acaso está fazendo conosco, até porque o acaso não existe.

Pode soar insano (eu não me importo), mas tudo isto tem me feito acreditar que faço parte de algo maior que estes eventos aparentemente simples mas que com toda a certeza estão interligados por alguma razão que eu ainda não estou preparada para conhecer. Deus há de me mostrá-la, quando for o momento certo; mas, pelo menos por enquanto, estou gostando muito desta sensação.

Não é a primeira vez que desconfio de que algo maravilhoso está prestes a me acontecer, mas desta vez é diferente, é real demais. Nunca foi tão real. Estou ainda muito longe daquilo que acho que me aguarda, mas ao mesmo tempo, nunca estive tão perto. Nunca me pareceu tão possível. São evidências demais, fatos demais, coincidências demais. E uso novamente a palavra 'coincidência' por pura ausência de outra que se refira a uma série de acontecimentos tão conectados que até parece terem sido moldados exatamente para me fazer acreditar no significado que há por trás deles. Até parece que Deus está sutilmente despejando na minha vida essas inocentes pecinhas de quebra cabeça, especialmente para que eu me entretenha e me emocione com cada uma delas e para que eu as vá juntando pouco a pouco. E quem disse que ele não está mesmo?

Sinto que o universo inteiro está tentando me dizer alguma coisa, e a mim só resta pedir a Deus compreensão e sensibilidade para detectar qual é. Pode parecer invenção, ilusão, loucura; pode até ser que eu esteja deslumbrada e que isso esteja me fazendo ver significados demais onde não há ou há poucos; mas não, simplesmente não posso ignorar os sinais. São coisas que vêm exatamente a tempo, frases que me são ditas na hora certa, acontecimentos que surgem justamente no contexto propício para fazê-los parecer transmissores de uma mensagem... Tudo tem caído tão bem... E é tudo tão sugestivo. Sempre fui o tipo de pessoa que reflete demais, imagina demais, mas desta vez é sério: desta vez, tenho suficientes e significativas razões para acreditar que isto tudo é muito especial. 

É tudo tão engraçado que chega a ser louco, tão louco que chega a ser surreal, mas é tão surreal que nem há como ser engraçado. A sucessão destes pequenos e aparentemente aleatórios eventos é impressionante demais para ser uma piada. Não há como não acreditar que eles não estejam ligados, porque o ponto de intersecção entre eles é demasiado sugestivo. A conexão que eu acredito que existe se dá uma forma muito intrigante, pois inicialmente me parece mera sorte, mas depois que se passa algum tempo e passa também a euforia do momento, eu paro para raciocinar e consigo ter um princípio de noção sobre o verdadeiro propósito de tudo. Parece-me um pouco estranho, pois nem sempre as minhas ações surtem os resultados esperados, mas às vezes sim, e outras vezes, porém, as reações externas surgem da forma mais inesperada e incompreensível. Por um segundo, eu vibro; no segundo seguinte, eu acho estranho e questiono; e minutos ou horas ou dias depois, eu entendo. E aí eu me lembro que não acredito em sorte nem em coincidências, pois estou certa de que tudo na vida possui uma razão de ser. 

Não existe sorte, nem azar, nem coincidências, nem casualidades, nem acaso; em suma, nada existe que seja aleatório, randômico ou insignificante. Deus fala conosco por meio dos eventos, Ele manifesta seus propósitos por meio das pessoas que coloca em nossa vida, Ele nos transmite mensagens até mesmo por meio das menores coisas do nosso dia a dia. Podemos nos esforçar em tentar decifrar o enigma para compreender qual é a grande ideia por trás de tudo isso, mas devemos, antes e outrossim, ter paciência, com a certeza de que o que tiver que acontecer, vai acontecer, na hora e contexto certos. Seja lá o que Deus esteja tentando me dizer, eu vou entender, quando for o meu momento de entender; e se é que há algo deveras grandioso prestes a me acontecer, vai acontecer, quando chegar o momento adequado.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Não desperdicemos o amor!

Não desperdice o amor... Não perca a oportunidade de compartilhar a alegria... Não deixe aprisionado dentro de você o sentimento positivo, seja ele qual for. 

É egoísta e ilógico pensar que os bons sentimentos existem somente para nos fazerem felizes. Isso não faz nenhum sentido. O amor age de forma encadeada: você tira ele de dentro de si e o espalha por onde passa, e depois a vida se encarrega de trazê-lo de volta a você. Toda a energia que você transmite, você recebe de volta. E o amor é a energia mais poderosa que existe.

O amor é o mais forte conector de mentes. Quando alguém ama de verdade, pouco importa se a pessoa amada também o ama e tampouco se ela ao menos sabe de sua existência: o amor atinge seu destino e toca a vida da pessoa, ainda que naquele momento ela desconheça a origem das energias que passam a envolvê-la. A função do amor é essa.

Às vezes, sem que entendamos o porquê, sentimo-nos invadidos por uma onda de positividade, e os sentimentos bons nos abraçam e parecem fazer-nos enxergar tudo à nossa volta com olhos melhores. O mesmo acontece com os sentimentos negativos, infelizmente. Todos os sentimentos, bons ou ruins, são capazes de nos afetar, tudo conforme quão forte se encontra o nosso espírito ou quão resolutos estamos para aceitar ou não essas energias que chegam até nós. Portanto, quando a primeira situação nos acometer, é a ela que devemos dar mais atenção. Não podemos desperdiçar esses momentos. 

Seja qual for o verdadeiro motivo de o sentimento de paz e amor apossar-se de nós, peçamos a Deus que nos ajude a extrair dele o seu melhor, que nos ajude a tirar bom proveito disso. Somos ainda muito humanos e pouco perfeitos para entender as forças que regem a natureza e o mundo à nossa volta, mas somos suficientemente inteligentes para sabermos aproveitar a força do amor. E quando ela chega, deve ser compartilhada, porque é isso que move o mundo: o amor passa de um primeiro indivíduo para um segundo, e deste para outro, e mais outro, e assim sempre, em uma grande corrente, que inevitavelmente trará de volta para o primeiro um amor muito maior do que aquele que ele enviou a princípio.

E é esse mesmo amor que nos dará suporte para não nos deixarmos derrubar pelos sentimentos negativos, quando eles vierem. O amor constrói fortalezas que o tempo e o mal não destróem, porque uma vez que o amor inunda o espírito de uma pessoa, esta pessoa se torna forte o bastante para enfrentar qualquer batalha. 

É evidente que o desamor, a violência, o orgulho e o egoísmo podem criar e causar coisas horríveis, mas isto só ocorre nas vidas das pessoas cujo coração não está suficientemente abastecido de amor. Que mais é o mal senão a própria ausência do bem? Deste modo, o mal é fraco porque até na sua essência está o bem: o seu antídoto está em si próprio, e uma vez que o bem é resgatado, ele mata o mal e nada mais resta senão o amor. 

Por todos estes motivos é que o amor não deve ser desperdiçado. O amor é um convite de si próprio. Ser amado é ser convocado, e receber amor é uma oportunidade de usar esse amor para fazer e construir coisas incríveis. O amor, quando invade uma pessoa, precisa sair dela e encontrar outros indivíduos. O amor que toca dentro da alma e dela não sai, é porque fica aprisionado no egoísmo que encontrou dentro dela, e então ele perde seu sentido e deixa de atingir seu objetivo. 

Ter a chance de usar o amor a favor das pessoas à nossa volta é algo tão grandioso quanto qualquer outra grande ação realizada por qualquer celebridade, autoridade internacional ou super herói. Todos nós podemos ser heróis, podemos salvar vidas, porque é isso que o amor faz: o amor salva, cura, alivia, promove e transforma. Um sorriso, um olhar, um toque ou uma simples palavra podem ser suficientes para mudar a vida de alguém. 

Em suma, o amor é algo supremo demais para ficar aprisionado na nossa pequenez enquanto seres humanos. O amor é nossa chance de nos fazermos maiores do que realmente somos, por isso devemos aproveitá-lo, distribuí-lo, e agradecer a Deus por essa dádiva. 


"Acredita no amor e vive-o plenamente.
Qualquer expressão de afetividade propicia renovação de entusiasmo, de qualidade de vida, de metas felizes em relação ao futuro.
O amor não é somente um meio, porém o fim essencial da vida.
Emanado pelo sentimento que se aprimora, o amor expressa-se, a princípio, asselvajado, instintivo, na área da sensação, e depura-se lentamente, agigantando-se no campo da emoção.
Quando fruído, estimula o organismo e oferece-lhe reações imunológicas, que proporcionam resistência às células para enfrentar os invasores perniciosos, que são com batidos pelos glóbulos brancos vigilantes.
A força do amor levanta as energias alquebradas, e torna-se essencial para a preservação da vida.
Quando diminui, cedendo lugar aos mecanismos de reação pelo ciúme, pelo ressentimento, pelo ódio, favorece a degeneração da energia vital, preservadora do equilíbrio fisiopsíquico, ensejando a instalação de enfermidades variadas, que trabalham pela consumpção dos equipamentos orgânicos...
Situação alguma, por mais constrangedora, ou desafio, por maior que se apresente, nas suas expressões agressivas, merecem que te niveles à violência, abandonando o recurso valioso do amor.
Competir com os não-amáveis é tornar-se pior do que eles, que lamentavelmente ainda não despertaram para a realidade superior da vida.
Amá-los é a alternativa única à tua disposição, que deves utilizar, de forma a não te impregnares das energias deletérias que eles exalam.
Envolvê-los em ondas de afetividade é ato de sabedoria e recurso terapêutico valioso, que lhes modificará a conduta, senão de imediato, com certeza oportunamente.
O amor solucionará todos os teus problemas. Não impedirá, porém, que os tenhas, que sejas agredido, que experimentes incompreensão, mas te facultará permanecer em paz contigo mesmo.
É possível que não lhe vejas a florescência, naquele a quem o ofertas, no entanto, a sociedade do amanhã vê-lo-á enfrutecer e beneficiar as criaturas que virão depois de ti. E isto, sim, é o que importa.
Quando tudo pareça conspirar contra os teus sentimentos de amor, e a desordem aumentar, o crime triunfar, a loucura aturdir as pessoas em volta, ainda aí não duvides do seu poder. Ama com mais vigor e tranqüilidade, porque esta é a tua missão na Terra: amar sempre.
Crucificado, sob superlativa humilhação, Jesus prosseguiu amando e em paz, iniciando uma Era Nova para a Humanidade, que agora lhe tributa razão e amor."

(Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, do livro Momentos Enriquecedores)

Inseguranças infundadas



Meses e meses de uma porção de coisas que nos levam a crer em algo, e depois, então, apenas alguns segundos já são capazes de fazer-nos deixar de acreditar. Por que somos tão inseguros? Passamos enorme tempo e despendemos imensa energia construindo nossos refúgios, e ao mínimo sinal de tempestade, já receamos que tudo desmorone. Por que tanta insegurança? Por que nossas crenças são tão fracas? Qualquer indício contrário às coisas que dão sentido à nossa vida é superestimado em detrimento de todas estas mesmas coisas que, por si sós, já deveriam ser suficientes para não deixar que nada abale nossa fé. Por quê?

Provavelmente esta insegurança nada mais é que uma constante necessidade de reafirmação... Pois a verdade é que todas as coisas que construíram minha crença estão no passado. Por mais que seja um passado não muito distante, mas ainda assim, é passado... E eu adoro viver de passado, mas não posso. Tudo muda a todo momento, e muita coisa pode mudar em apenas uma passagem de segundo, então fica difícil acreditar que o que ontem significava tanto continue significando ainda hoje, mesmo depois de passado algum tempo. 

Mas eu não posso me deixar vencer por um sentimento tão infundado... Simplesmente não há lógica em pensar que monumentos edificados com tanto amor e arduidade possam ser arruinados por uma ridícula brisa de negatividade. É verdade que meus tijolinhos foram empilhados há algum tempo, mas formaram uma base sólida e isso não poderá ser derrubado tão facilmente. Será preciso muito mais que algumas palavras e energias negativas para destruir o que o tempo, o amor e o esforço construíram. 

Eu vou me ater ao valor de todas as pequenas coisas que me levaram a pensar que tudo isso vale a pena, porque sei que, por menos significativas que elas pareçam se analisadas isoladamente, o fato é que juntas elas formaram algo grandioso, e sendo assim, tornaram-se grandes também. Porque tudo que faz parte de um todo é tão forte e importante quanto ele. 



"Há momentos em que se imiscuem, no sentimento do combatente, emoções desconcertantes.
(...) Tem cuidado com esse tipo de fobia em relação ao presente, ao futuro, e aos que te cercam.

(...) Ergue-te em pensamento a Deus e nEle confia. 
Somente acontece o que é necessário para o progresso do homem, exceto quando ele, irresponsavelmente, provoca situações e acontecimentos prejudiciais, por imprevidência e precipitação.

Cultivando o otimismo e a paz, avançarás no teu dia a dia, vencendo o tempo e poupando-te aos estados de insegurança íntima, porque estás sob o comando de Deus."

(Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, extraída do livro Episódios Diários)

domingo, 9 de dezembro de 2012

O que temos e como lidamos

De alguma forma, eu consegui isso, cheguei até onde estou agora... Há uma razão, com toda a certeza, embora eu ainda a desconheça. De alguma forma, por algum motivo, eu mereço isso.

Tudo na vida depende da forma como você lida com as coisas. Ou melhor: depende da forma como você decide lidar com as coisas. Nada é por acaso, nada na vida é fortuito, nem mesmo os pensamentos ou os sentimentos, por mais que insistamos em pensar que não temos controle sobre eles. E uma vez que decidimos lidar com as situações de forma sensata e positiva, conseguimos ter uma pequena e introdutiva noção das razões por trás de tudo que nos acontece.

Hoje eu decidi dar mais atenção a tudo que já conquistei, em vez de ficar obcecada com tudo que ainda quero ter e ainda não consegui. Analisando as coisas sob esse prisma, chega a parecer ridícula a maneira como tantas vezes já me fiz sofrer pelas realizações não alcançadas, pelas palavras não escutadas, pelos esforços não reconhecidos... Não tenho tudo que quero, é verdade, e também não tive tudo que achei que merecia; mas tive exatamente o que merecia, pois é assim que a vida e a justiça divina funcionam. 

E, caso alguém queira saber, o que tive não é pouco... Ainda não estou satisfeita, seguirei lutando por mais, mas ao menos não mais lamentarei por achar que tenho pouco. A verdade é que tenho muito mais do que a maioria, então de quê posso reclamar? 

Se eu acreditasse em sorte, diria que sou muito sortuda; se eu acreditasse em privilégios, diria que sou uma das pessoas mais privilegiadas do mundo... Mas não acredito em nada disso. Acredito em merecimento, em ação e reação, em causa e efeito. Acredito em esforços recompensados, em sementes que dão frutos, em empenhos que surtem resultados. Acredito também em razões perfeitas que estão muito além daquilo que os seres humanos podem compreender, acredito na arquitetura de Deus. 

Com base em tudo isso, só posso concluir que há um motivo maior por trás de tudo isso que está me acontecendo. Eu estou tendo o que mereço, e se eu optar por usar a lente da positividade, verei que sou uma grande merecedora, porque o que estou tendo é absolutamente maravilhoso. Não posso reclamar. Posso, isso sim, querer mais e lutar por mais. Pensando bem, o simples fato de eu estar lúcida a respeito da grandiosidade desta situação já é, por si só, um excelente combustível para me motivar a aspirar por mais. 

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

A realidade e a fantasia

Às vezes, quando a vida real não te agrada tanto quanto você gostaria, você se refugia no seu mundinho de fantasias... Mas, quando nem mesmo as fantasias têm sido capazes de trazer algum tipo de satisfação, é hora de tentar buscar refúgio na realidade.

Só não fique iludindo a si mesmo, tirando suas próprias conclusões sobre coisas que poderiam ter acontecido ou sobre o que poderiam ter significado... Não existe nada além do que realmente existe. Não se deixe enganar pela forma como tudo isso tem afetado sua cabeça. 

A vida real pode ser bem legal se você não esperar tanto dela, e pode trazer alegria verdadeira se você se dispuser a aceitá-la como é e lutar para que seja melhor. Mas, para isso, primeiro é necessário que você decida vivê-la efetivamente. 

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Amor verdadeiro

"So where do we go from here? And where can love take us?"
('Crawl', Chris Brown)



O que posso fazer, na situação em que estou? Tenho apenas um caminho e ele não me leva a lugar nenhum. Só tenho o sentimento, e por mais forte que ele seja, não é forte o suficiente para estabelecer uma conexão. É, ainda, uma via de mão única. De nada adianta sentir, se o sentimento fica aprisionado dentro do recipiente, incapaz de atingir seu alvo, como uma bala que não pode sair da arma, como um avião que não pode levantar vôo porque de antemão já sabe que não terá onde pousar.

É a própria razão quem me ensina que o amor é o mais poderoso de todos os sentimentos... Então, por que esse mesmo amor parece tão impotente? Qual o sentido de amar se o amor não pode alcançar aquilo que se ama?

...


"Quem ama se depara com a impotência da ação transformadora do próprio amor, quando as situações permanecem, quando as respostas demoram, quando as frustrações acumulam. Mesmo assim, quem ama não desiste de amar e não entende que está jogando fora seu amor.
 É por isso que o amor precisa suportar tudo, sofrer tudo, esperar e manter a fé. Quem ama, suporta dores, cansaço, desânimo, forças contrárias. Quem ama, sempre espera pelo melhor, espera mais uma vez, não desiste."
(Alexandre Robles. Fonte: http://www.alexandrerobles.com.br/o-amor-impotente/)


O amor verdadeiro não é egoísta. Amar verdadeiramente não é esperar amor em troca; é amar na maior proporção em que se pode amar. Quando o desejo de ser também amado é maior que a resolução de dar o máximo de amor possível, então não se trata de amor verdadeiro; trata-se do amor egoísta, interesseiro, que mais tem a ver com carência que com amor propriamente dito.

Provavelmente, é esta a razão pela qual tantas pessoas sofrem por amor. Não é o amor que machuca: é aquilo que nós esperamos que ele seja, que ele traga, que ele mude em nossas vidas. O amor não faz mal, amar não faz sofrer... Sofremos porque esperamos coisas demais do amor, quando a verdade é que a única coisa que o verdadeiro amor espera é que o ser amado seja feliz e melhore a cada dia, a única coisa que o verdadeiro amor deseja é o bem daquele que ama, o único objetivo do verdadeiro amor é fazer o bem.

Amar é doar, é vibrar, é dar, é sentir. O fato de a pessoa amada não corresponder ou não valorizar isto não torna o amor menos completo. O amor enquanto sentimento não requer reciprocidade. A reciprocidade é pressuposto de uma relação amorosa, mas não do amor.

Eu compreendo estas explicações, mas ainda não consigo incorporá-las... É muito difícil aceitar que um sentimento tão forte seja capaz de agir e transformar mesmo quando despercebido por quem o fez nascer.

Não duvido da força do amor. Ainda que o objeto do meu amor desconheça as minhas vibrações e pensamentos a ele dedicados, estou convicta de que não amo em vão. Uma vez que o amor se converte em energias positivas direcionadas a quem se ama, ele cumpre seu propósito... Só não sou suficientemente abnegada a ponto de contentar-me com isso, e creio que isto quer dizer que não amo de verdade, ou que o amor que sinto está ainda em um estágio muito primitivo e que talvez um dia se torne um amor real, mas por enquanto está ainda muito apinhado de outros sentimentos menos nobres... Um deles é a necessidade de aprovação e autoafirmação.

A partir do momento em que você exige que o sentimento seja mútuo, o que você realmente quer é alimentar o próprio ego, é provar para si mesmo que você é digno de amor e que merece a atenção e o carinho da pessoa amada. Você projeta estas necessidades na pessoa e espera que ela te dê o que você quer e te diga o que você quer ouvir... E isso não é amor. Ou, pelo menos, não é um amor puro; é um amor desvirtuado, ou disfarçado de egoísmo, narcisismo, carência e/ou outras fraquezas.

Chega a ser triste constatar que um sentimento aparentemente tão intenso e tão bonito tenha, na verdade, raízes tão viciadas. Mas penso que isso pode ser reaproveitado... Mesmo as nossas energias menos nobres podem tornar-se úteis se forem bem direcionadas. O amor egoísta pode sim se transformar em um amor altruísta. 

Então, a cada vez que eu vibrar com a vitória do ser amado, a cada vez que eu orar por ele, a cada vez que eu ficar feliz simplesmente por ele existir, a cada vez que eu der o melhor de mim para ajudá-lo quando ele precisar, só devo rogar a Deus que me ajude a conservar estas atitudes, para que elas prevaleçam sobre os meus instintos egoístas, até que um dia estes desapareceram e sobeje apenas o aspecto benigno do amor. Por enquanto, está difícil... Mas o dia vai chegar. Um dia consigo amar assim. 


"A vigência do amor no ser humano constitui a mais alta conquista do desenvolvimento psicológico e também ético, porquanto esse estágio que surge como experiência do sentimento concretiza-se em emoções profundamente libertadoras, que facultam a compre­ensão dos objetivos essenciais da existência humana, como capítulo valioso da vida.
O amor suaviza a ardência das paixões canalizan­do-as corretamente para as finalidades a que se pro põem, sem as aflições devastadoras de que se reves­tem.
No emaranhado dos conflitos que às vezes o assal­tam, mantém-se em equilíbrio norteando o comporta­mento para as decisões corretas.
Por isso é sensato e sereno, resultado de inumerá­veis conquistas no processo do desenvolvimento inte­lectual.
Enquanto a razão é fria, lógica e calculada, o amor é vibrante, sábio e harmônico.
No período dos impulsos, quando se apresenta sob as constrições dos instintos, é ardente, apaixonado, cer­cado de caprichos, que o amadurecimento psicológico vai equilibrando através do mecanismo das experiên­cias sucessivas.
Orientado pela razão faz-se dúlcido e confiante, não extrapolando os limites naturais, a fim de se não tornar algema ou converter-se em expressão egoísta.
Não obstante se encontre presente em outras emo­ções, mesmo que em fase embrionária, tende a desen­volver-se e abarcar as sub-personalidades que manifes­tam os estágios do primitivismo, impulsionando-as para a ascensão, trabalhando-as para que alcancem o estágio superior.
É o amor que ilumina a face escura da personali­dade, conduzindo-a ao conhecimento dos defeitos e auxiliando-a na realização inicial da auto-estima, pas­so importante para vôos mais audaciosos e necessários.
A sua presença no indivíduo confere-lhe beleza e alegria, proporciona-lhe graça e musicalidade, produ­zindo irradiação de bem-estar que se exterioriza, tor­nando-se vida, mesmo quando as circunstâncias se apre sentam assinaladas por dificuldades, problemas e do­res, às vezes, excruciantes.
Vincula os seres de maneira incomum, possuindo a força dinâmica que restaura as energias quando com­balidas e conduz aos gestos de sacrifício e abnegação mais grandiosos possíveis.
O compromisso que produz naqueles que se unem possui um vínculo metafísico que nada interrompe, tor­nando-se, dessa forma, espiritual, saturado de esperan­ças e de paz.
O amor, quando legítimo, liberta, qual ocorre com o conhecimento da verdade, isto é, dos valores perma­nentes, os que são de significado profundo, que supe­ram a superficialidade e resistem aos tempos, às cir­cunstâncias e aos modismos.
Funciona como elemento catalisador para os altos propósitos existenciais.
A sua ausência abre espaço para tormentos e ansi­edades que produzem transtornos no comportamento, levando a estados depressivos ou de violência, porquanto, nessa circunstância, desaparecem as motivações para que a vida funcione em termos de alegria e de fe­licidade.
Quando o amor se instala nos sentimentos, as pes­soas podem encontrar-se separadas, ele, porém, perma­nece imperturbável. A distância física perde o sentido geográfico e o espaço desaparece, porque ele tem o poder de preenchê-lo e colocar os amantes sempre pr­ximos, pelas lembranças de tudo quanto significa a arte e a ciência de amar. Uma palavra evocada, um aroma sentido, uma melodia ouvida, qualquer detalhe desen­cadeia toda uma série de lembranças que o trazem ao tempo presente, ao momento sempre feliz.
O amor não tem passado, não se inquieta pelo fu­turo. E sempre hoje e agora.
O amor inspira e eleva dando colorido às paisa­gens mais cinzentas, tornando-se estrelas luminosas das noites da emoção.
Não necessita ser correspondido, embora o seu ca­lor se intensifique com o combustível da reciprocida­de.
Não há quem resista à força dinâmica do amor.
Muitas vezes não se lhe percebe a delicada presen­ça. No entanto, a pouco e pouco impregna aquele a quem se direciona, diminuindo-lhe algumas das desa­gradáveis posturas e modificando-lhe as reações con­flitivas.
Na raiz de muitos distúrbios do comportamento pode ser apontada a ausência do amor que se não rece­beu, produzindo uma terra psicológica árida, que abriu espaço para o surgimento das ervas daninhas, que são os conflitos.
O amor não se instala de um para outro momento, tendo um curso a percorrer.
Apresenta os seus pródromos na amizade que des­perta interesse por outrem e se expande na ternura, em forma de gentileza para consigo mesmo e para com aquele a quem se direciona.
É tão importante que, ausente, descaracteriza o sen­tido de beleza e de vida que existe em tudo.
A sua vigência é duradoura, nunca se cansando ou se amargurando, vibrando com vigor nos mecanismos emocionais da criatura humana.
Quando não se apresenta com essas características de libertação, é que ainda não alcançou o nível que o legitima, estando a caminho, ufilizando-se, por enquanto, do prazer do sexo, da companhia agradável, do in­teresse pessoal egoístico, dos desejos expressos na con­duta sensual: alimento, dinheiro, libido, vaidade, res­sentimento, pois que se encontra na fase alucinada do surgimento...
O amor é luz permanente no cérebro e paz contí­nua no coração."

(Joanna de Ângelis, psicografada por Divaldo Franco. Capítulo 62 do livro "Amor, imbatível amor")