quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Os 10 momentos mais emocionantes da primeira temporada de Glee

Glee é um tema recorrente neste blog! Não tenho palavras para quantificar o quanto adoro este seriado, tampouco para descrever todas as coisas que ele me proporciona. Parece que foi feito para mim, pois tem tudo que amo: emoção embalada por belas canções; muuuuuuuuito drama; pitadas deliciosas de comédia; lições de vida; romance; referências à cultura pop dos Estados Unidos; excelentes atuações; vozes incríveis; uma cantora que grita (!); música, música, música, música e mais música, sempre... Enfim, já vi que não dá pra expressar tudo que penso a respeito de Glee.

No que toca à mim, emoções são sempre mais intensas quando estão relacionadas com alguma canção. Talvez por isso Glee me emocione mais que qualquer outra coisa que tenho assistido ultimamente, sem querer desmerecer outros seriados/filmes/novelas/programas de TV.

Glee me emociona muito... Por isso, resolvi listar aqui as 10 cenas que mais me comoveram ao longo da primeira temporada. Seria uma injustiça (além de uma missão impossível) estabelecer uma ordem, portanto citarei as cenas de acordo com a sequência dos episódios.

ATENÇÃO! SPOILERS!
SE VOCÊ NUNCA ASSISTIU A PRIMEIRA TEMPORADA COMPLETA DE GLEE, E NÃO QUER QUE ESTRAGUEM A SURPRESA, É MELHOR NÃO LER O QUE VEM ABAIXO.


É basicamente isto: um time de fracassados dispostos a encontrar uma maneira de fazerem a vida valer a pena. Um grupo de “losers” que, mesmo sabendo de todas as dificuldades que teriam e preconceitos que sofreriam (além dos que já sofrem), decidem “dar voz à própria voz”. E, junto a estes fracassados, um garoto popular e aparentemente bem resolvido que deixa seu orgulho de lado e decide dar uma chance a esse time de pessoas que, muito embora sejam tão diferentes dele, mostram-se pessoas legais.
A cena em que eles cantam “Don’t stop believin’” representa tudo isso, e essa canção tornou-se o hino do recém-nascido New Directions.


2 – Cena final do episódio 12
No 12° episódio, os membros do New Directions recusam-se a posar para fotos do anuário da escola porque têm consciência da rejeição que sofrem, e sabem que suas fotos serão ridicularizadas. Ao fim do episódio, porém, depois de um monte de coisas, topam participar. É muito lindo vê-los posarem para fotos, todos juntos, ao som de “Smile”, de Charles Chaplin.
A cena mostrou a união do grupo. Mesmo sendo visto pelos outros como um grupo de fracassados, naquele momento o que mais importou foi registrar o momento mágico que estavam vivendo, independente de o que as pessoas diriam.
Também achei muito emocionante ver Brittany e Santana sentindo-se parte do grupo. Elas eram cheerleaders, bonitas e populares, poderiam arruinar suas reputações ao aparecerem naquela foto, mas ainda assim participaram.
Ao fim da cena, Will aparece emocionado por saber que conseguiu passar aos alunos a mensagem que queria.


3 – Rachel abrindo a apresentação das Sectionals
Após uma confusão envolvendo o repertório a ser apresentado na seletiva, Rachel é eleita pelo grupo para fazer um solo “improvisado” (entre aspas mesmo, pois a canção escolhida de última hora é uma que Rachel diz treinar desde os 4 anos de idade).
Mesmo após tantos membros do coral mostrarem-se insatisfeitos por Rachel sempre ser o destaque do grupo, mesmo após o sucesso da apresentação que Mercedes na tentativa de mostrar porque merece um solo, ainda assim o grupo acaba reconhecendo que “Rachel é a estrela, e se alguém deve fazer algo improvisado, esse alguém é ela” (fala do Kurt).
Rachel canta a canção imortalizada por Barbra Streisand no musical “Funny girl”, e a canta quase que literalmente, sem mudar praticamente nada da versão original. Mas o que mais encanta, além da potência vocal de Lea (o que, aliás, já era esperado), é a sua coragem e profissionalismo, mesmo estando nervosa. Rachel vê que esta é a sua chance de ser a estrela que sempre quis ser, e sentiu a responsabilidade de representar todo o grupo e abrir a apresentação.
Um dos momentos mais emocionantes é certamente quando, logo nos últimos versos da canção, os membros do New Directions entram pelo fundo do palco, de cabeça erguida, orgulhosos de sua Rachel. O olhar determinado de Matt e o sorriso de Finn ao ajeitar a gravata representam tudo. É como se eles quisessem dizer: “Estão vendo essa garota cantando maravilhosamente bem? Pois é, ela do nosso coral”, e com isso, é como se adquirissem mais confiança para subir ao palco e cantar a próxima canção, mesmo depois do desgosto que haviam passado; pois “Don’t rain on my parade” fala exatamente sobre isso: não deixar que ninguém estrague os seus planos.


Há algo de mágico nesta apresentação, e eu não sei exatamente o que é. Okay, é difícil acreditar que foi uma apresentação criada em poucos minutos, mas de qualquer forma, é muito lindo ver a união deles, a boa vontade para fazer com que tudo dê certo.
A parte mais tocante, sem dúvidas, é aquela em que Will se emociona ao ouvi-los pelo telefone, feliz e orgulhoso ao mesmo tempo. Matthew Morrison é um excelente ator, e em pouquíssimos segundos acrescentou um significado enorme à cena!


5 – New Directions homenageando Will ao fim do episódio 13
Após terem vencido as Sectionals, mesmo depois de muitos problemas e sem contar com a presença e o apoio de seu professor Will Schuester, o New Directions resolve homenageá-lo com uma performance especial de uma música de Kelly Clarkson, certamente improvisada também, pois a coreografia é repleta de passos de coreografias anteriores, e isso a torna ainda mais legal e mais personalizada, 100% típica do New Directions (quem não acompanhou todos os 12 episódios anteriores não vai entender e não vai achar graça).
Enfim, homenagens ao Will sempre me emocionam demais (vide item 9 desta lista). Acho muito lindo quando reconhecem o valor de um mestre, falei sobre isso em um dos primeiros textos postados aqui no blog.




6 – Apresentação inteira do New Directions nas Regionals
Esta certamente é uma das cenas mais dignas de lágrimas! O New Directions já entrou no palco ciente das enormes chances que tinham de perder a competição, haja visto que a treinadora Sue fazia parte do júri e ela os odeia. Mesmo assim, eles resolveram dar o máximo de si e fazerem uma linda apresentação, mostrando a todos quem eles são, ainda que fosse para perder.
Impossível não se emocionar com eles e torcer exaustivamente para que tudo dê certo, para que eles vençam. Até eles mesmos saem do palco acreditando que poderiam ganhar, a despeito de tudo. A recepção da plateia foi calorosa e isso deixa a cena mais empolgante.
Finn e Rachel, como o casal de líderes que são, começam cantando a balada “Faithfully”, que emociona a todos logo de cara. Quando eles sobem no palco e a cortina se abre, revelando os demais membros do grupo, as pessoas se emocionam mais ainda. Sem mencionar aquele agudo fantástico que Rachel dá...
Depois, todos juntos cantam “Anyway you want it/ Lovin’ touchin’ squeezin’”, um rock dançante no qual eles se divertem e mostram ao público como são quando estão juntos: dançam, gritam, fazem gracinhas... Enfim, expressam toda a alegria de estarem ali.
Por fim, quando todos acham que a apresentação acabou, eles levantam a cabeça e entoam “Don’t stop believin’”, que conforme eu disse no item 1, é o hino do New Directions, pois a letra fala exatamente do que eles são: pessoas comuns lutando por um sonho. Com direito a agudos de Mercedes e coreografia simplória porém envolvente, esta nova versão de “Don’t stop believin’” emociona mais uma vez, mas desta vez, assume um significado ainda mais especial, posto que eles estavam competindo.
Em suma, a apresentação inteira é linda e comovente, e ilustra perfeitamente tudo que o New Directions é: pura emoção. Pouca técnica, pouco requinte, poucas chances de ganhar, mas uma explosão de sentimento.



 Para mim, uma das cenas mais bem feitas e mais bem boladas do seriado. O último grupo a se apresentar na noite e também o maior rival do New Directions, o Vocal Adrenaline (liderado pelo incrível Jesse, ex-namorado de Rachel) faz uma performance épica (como a própria Rachel descreveu no primeiro episódio da segunda temporada) de "Bohemian Rhapsody", do Queen, que por si só já é uma música legendária.
Jesse é um cantor bárbaro e a coregrafia inteira do grupo é maravilhosa, prende a atenção do início ao fim.
Ao mesmo tempo, vemos o parto de Quinn, em cenas mixadas com a apresentação do Vocal Adrenaline, inclusive combinando versos da letra da música com momentos difíceis da Quinn. Show!!!





8 – Votação para eleger o vencedor das Regionals
Nem é preciso dizer muito sobre esta cena, poucas palavras bastam para descrever o que é realmente emocionante de se ver: Sue defendendo o New Directions. 
Simplesmente incrível. Impossível não sentir o coração tocado ao ver isso. 
Aposto que ninguém imaginava que ela seria capaz de fazer isso... Mas ela fez. Nesta hora a gente até esquece todas as outras crueldades e passa a sentir um enorme carinho pela Sue.




9 – New Directions homenageando Will no episódio 22
Eu realmente tenho um fraco por homenagens a professores. Mais ainda nesta cena, quando eles cantam a música mais clássica sobre a relação aluno-professor: "To sir with love".
Mesmo tristes e desapontados, os membros do New Directions encontram forças para dizer a Will tudo que ele representa em suas vidas, e o quanto ele é importante. Lindo demais. Não há palavras para descrever esta cena!
É lindo ver todos tão emocionados, e Will também. Estranhamente tocante é também ver Sue chegando para escutar, provavelmente imaginando se algum dia alguém faria isso por ela.



10 – Will homenageando New Directions no episódio 22
Por fim, para encerrar a temporada com chave de ouro, Will dedica a seus alunos uma das mais clássicas e ternas canções da história do cinema, reiterando por meio dela a mensagem que ele sempre buscou passar ao grupo.




Devo dizer que foi MUITO difícil selecionar os 10 momentos, pois há muito mais que 10 cenas emocionantes em Glee. Mas, ao mesmo tempo, foi muito prazeroso relembrar tudo isso.



P.S.: Não acredito que deixei esta cena (da foto) de fora!! É tão digna de lágrimas. Uma cena polifônica que certamente comove a quem acompanhou Glee desde o primeiro episódio, pois só assim entende o significado da emoção de Will. Se bem que depois, neste mesmo episódio, ele explica...


Francamente...

O tempo não passou pra você. Não, isso não é um elogio à sua aparência, embora você continue bonita.

Soarei muito arrogante se disser que não vejo mais graça nestas piadas? De certo soarei mais metida ainda se disser que acho que são as mesmas piadas que você contava há anos atrás.

Você vai detestar se eu disser, mas a despeito disso eu vou dizer: acho que você não amadureceu. Eu sei, pareço incrivelmente arrogante quando digo isso. Dou a entender que atingi um patamar elevado e que você ainda não chegou lá. Mas eu queria que você chegasse. Pra mim, é difícil entender que este é o seu máximo, que esta é simplesmente você e no seu mundo as coisas funcionam assim. Eu olho para a vida de um jeito, e você olha de outro. Mas para mim, é como se houvesse uma só maneira de enxergar, e eu já tivesse aprendido a maneira certa, enquanto você ainda é iniciante no assunto. 

Você continua com suas atitudes reprováveis e conceitos distorcidos. Eu me julgo superior, mas aos seus olhos eu sou apenas excêntrica.

A impressão que eu tenho é que você está demorando pra crescer. A impressão que você tem é que eu envelheci rápido demais.

Qual de nós está mais errada? 

domingo, 16 de janeiro de 2011

(Mais) Uma chance a Glee!


Sempre adorei premiações e eventos anuais de grande porte. Grammy, Miss Brasil e Universo são obrigatórios, assisto todos os anos (embora eu tenha perdido o Grammy por dois anos seguidos, por motivos de força maior). Este ano, quis também assistir o Globo de Ouro (Golden Globe Awards), mais pelas séries de TV do que pelos filmes, já que recentemente tirei um tempinho para acompanhar algumas séries, conforme tenho dito aqui no blog.

Fiquei muito sensibilizada por Chris Colfer ter ganhado o prêmio de melhor ator coadjuvante em uma série de comédia, foi um reconhecimento pelo magnífico trabalho que ele tem feito na segunda temporada de Glee. Na verdade Chris sempre esteve ótimo, mas na segunda temporada seu personagem recebeu um enorme destaque e ele “segurou a barra” muito bem. 

É claro que haviam excelentes atores concorrendo – o único sobre o qual posso opinar é Eric Stonestreet, que arrasa interpretando o personagem Cameron na excelente sitcom Modern Family; coincidentemente, um gay também, assim como o Kurt, de Glee. Sua performance inclusive foi premiada com um Emmy em 2010 (foto ao lado).

Chris Colfer é o mais jovem e menos experiente que concorria na categoria, mas a despeito disso, levou o Globo de Ouro. Foi tocante ver todos seus colegas de elenco felizes e emocionados por sua vitória. Como fã de Glee, fiquei igualmente feliz e emocionada.  

Certamente há quem não tenha gostado do vencedor desta categoria, não somente por acreditar que algum outro ator tenha feito um trabalho melhor (mal posso discordar, não vi todos os seriados indicados), como também pelo preconceito que Glee sofre. Na verdade eu detesto destacar que algo que eu goste sofra preconceito, não gosto de rotular meus ídolos de coitadinhos, mas neste caso eu abordarei este assunto porque, quem sabe?, posso ter a chance de fazer alguém mudar de ideia. Eu mesma resistia a Glee (e olhem que eu geralmente adoro tudo que tenha músicas e high school, por menos original ou bem feito que seja), achando que não acrescentaria nada à minha vida ou tampouco preencheria bem o meu tempo livre.

Pois bem, eis que dei uma chance a Glee e nunca me arrependi, nunca me arrependerei. Mesmo que algum dia a série mude radicalmente e se transforme em um lixo, continuarei tendo adorado acompanhá-la enquanto foi boa, porque enquanto isso aconteceu eu pude passar incríveis momentos, emocionando-me com as histórias, os dramas pessoais de cada personagem e a jornada de superação do grupo, divertindo-me e rindo das tiradas da Sue e das bobeiras da Brittany, ou simplesmente ouvindo boa música, sempre interpretada de uma maneira viva e especial pelas jovens vozes do brilhante elenco.

Quem acompanha apenas os primeiros episódios de Glee pode não ter se impressionado com o amontoado de clichês que a série apresenta. De fato, há uitos estereótipos – e esta é justamente a graça! Glee brinca com isso, caricaturando estes estereótipos. Na perfeita definição de Ana Carolina, membro da comunidade Glee do orkut, “Glee é o clichê rindo do próprio clichê”. Este não é, porém, o único trunfo de Glee. Ao mesmo tempo em que faz piada dos lugares-comuns da cultura pop americana, Glee aprofunda-se na análise da personalidade de cada um dos personagens, mostrando que os nerds são muito mais que nerds, que a cheerleader loira não é só a garota bonita e má, que o gay fashionista não é só um gay fashionista, enfim, desvendando as reais emoções de uma figura que, aos nossos olhos, parece previsível.

Em Glee há vários tipos de história: a da menina talentosa e egoísta que sonha com a fama porém não consegue conquistar a simpatia de ninguém, a do quarterback (o jogador mais importante em um time de futebol americano) popular e burrinho que precisa amadurecer e encarar os lados menos glamurosos da vida, a da negra gordinha que tem uma voz de arrasar quarteirões mas ainda assim é negligenciada em detrimento de outra colega do coral, a do gay órfão que tem o apoio do pai porém sofre bullying no colégio, a da cheerleader linda que presidia um clube de virgindade porém acabou engravidando, a da cheerleader burrinha que pensa como uma criança mas força-se a agir como uma adulta promíscua, a da cheerleader latina bissexual que precisa deixar o orgulho de lado para sentir-se à vontade fazendo uma das coisas que mais gosta (cantar), a do cadeirante nerd que sonha em ser popular contudo se sente um peixe fora d’água porque não consegue ser durão, a da asiática que sempre precisou afastar as pessoas e agora não consegue mais juntar-se a elas, a do bad boy que descobre dentro de si um lado humano e sensível e não consegue lidar com isso, a de uma orientadora que dá bons conselhos para todo mundo mas tem dificuldades para resolver sua própria vida amorosa, a do professor de espanhol que tenta reviver os velhos tempos de high school e ao mesmo tempo tentar levantar a autoestima de todos estes acima citados, a da treinadora masculinizada que aterroriza a todos mas esconde uma história de vida triste.

O mais legal de tudo é que não é só isso! Tive a maior dificuldade de traçar estes perfis, não conseguia decidir sobre o que falar, porque há tanto para falar sobre cada personagem. Eles são muito mais que todos estes rápidos perfis, suas histórias são muito maiores e seus dilemas são muito mais profundos. Só quem tem acompanhado todos os episódios com muita atenção sabe como há tantas coisas que ficam nas entrelinhas, e como cada história emociona e é bem contada.

Eu já postei um texto aqui no blog sobre como o período escolar pode ser difícil e deixar marcas em nossas vidas para sempre, e falei sobre a obsessão americana de tratar sobre este tema em seus filmes e séries de TV. Glee é uma destas produções que aborda este assunto de maneira sensível, delicada, e ao mesmo tempo dura e cômica. É completamente possível se identificar, ou se colocar no lugar dos personagens. Você se emociona junto com eles, torce por eles.

Bem, provavelmente tudo isto não vá cativar tanto aqueles que não gostam de histórias que envolvem jovens, ou que não gostam de musicais. Todavia, há duas coisas importantes a serem ressaltadas:

  • Glee é uma série sobre jovens, mas não é feita para crianças e pré-adolescentes. As pessoas costumam rotular de “infantil” tudo que seja colorido e tenha pessoas cantando e dançando, mas não é bem assim. É ignorância colocar rótulos sem antes conhecer bem aquilo de que se está falando. Glee aborda o universo dos jovens, mas de uma maneira bastante adulta e despudorada, tratando de sexo, virgindade, gravidez, promiscuidade, homossexualidade, subornos, drogas, violência, mentiras, traição e tudo que realmente faz parte do mundo em que os adolescentes vivem hoje, diferentemente de produções da Disney que geralmente “maquiam” as coisas (embora, mesmo assim, eu goste e respeite muito as produções da Disney, e não as acho superficiais; inclusive já as defendi aqui no blog).

  • As músicas em Glee têm propósitos. Realmente nem todos suportam ver aqueles filmes ou peças de teatro onde as pessoas começam a cantar sem motivo algum (eu adoro! Mas sei que nem todos gostam). Em Glee, todavia, as músicas são bem colocadas. Tudo que eles cantam geralmente é planejado como uma apresentação do coral, mas também há aqueles momentos em que eles cantam alguma canção cuja letra tenha a ver com o momento que eles estão passando em suas vidas. Vemos a personificação destas duas alternativas logo na cena final do primeiro episódio, em que eles cantam “Don’t stop believing”, que foi escolhida como uma música de impacto para alavancar o New Directions (nome do coral), mas ao mesmo tempo retrata o sentimento de todos os membros do grupo: a vontade de encontrar seu lugar no mundo, mesmo tendo a consciência de que eles são pessoas comuns.

Jane Lynch, ao chegar no tapete vermelho do Golden Globe Awards 2011. Créditos da foto: IMDB

Jane Lynch também ganhou um Globo de Ouro por sua atuação como Sue Sylvester. Não tiro seus méritos, contudo este prêmio já era esperado. Jane concorreu na mesma categoria em 2010, venceu o Emmy do ano passado e é franca favorita a ganhar em outras premiações também.

Glee ganhou mais uma vez como a melhor série de comédia/musical - ganhou o mesmo prêmio no ano passado, ano em que concorreu ao Emmy nesta mesma categoria. Fico imensamente feliz por mais esta vitória, que indubitavelmente é muito merecida. Foi impagável ver os atores/atrizes que interpretam os coadjuvantes Dave Karofsky, Becky Johnson, Shannon Beiste, Lauren Zizes, Blaine e Jacob estarem no palco também! Sempre que Glee ganha algum prêmio é assim, o elenco inteiro sobe no palco, e não apenas os protagonistas (e olhem que são muitos protagonistas!). Isto é mais uma prova de que em Glee todos têm importância e todas as histórias são relevantes.

Mas o que me comoveu mesmo foi ver Chris Colfer ganhar e dedicar seu prêmio às pessoas que sofrem bullying, na ocasião de seu discurso de agradecimento. Quem assistiu a primeira parte da segunda temporada de Glee viu como o personagem Kurt praticamente protagonizou tudo, seja sofrendo com as perseguições do valentão Dave Karofsky, seja resolvendo suas desavenças com o novo meio-irmão Finn, ou finalmente encontrando uma possibilidade de ser feliz no amor. Seu drama virou o centro da história por vários episódios, e Chris Colfer desempenhou seu papel de uma maneira bela e tocante. Premiar sua atuação foi premiar também o bonito e importante trabalho que Glee tem feito ao abordar o bullying e o preconceito contra as minorias, em especial contra os homossexuais.

Também sou uma grande fã do trabalho de Lea Michele e Matthew Morrison (que concorreram mas não ganharam), de Jane Lynch, de todo o elenco de Glee e de Modern Family, entretanto, para mim o grande destaque da noite foi Chris Colfer.

De qualquer forma, parabéns a Glee pelo segundo Globo de Ouro consecutivo de melhor série de comédia/musical! Mesmo que nunca ganhassem nada eu ainda teria muito orgulho de ser fã desta série linda e inesquecível!    



sábado, 15 de janeiro de 2011

A fragilidade da vida


"Tragédias? Catástrofes? Guerras? Quem se importa? Almoçamos e jantamos essas desgraças na TV, anestesiados à miséria do outro, agora, apenas um dado, um número, um objeto distante, inacessível e desinteressante."
(Ronaldo Coelho Teixeira, “Quando o susto nos falta”. In “Surtos & Sustos”. Pág. 25. Gurupi-TO: Cometa, 2007)  


Eis a primeira catástrofe natural de 2011: as enchentes e os desmoronamentos nas cidades do Rio de Janeiro. Já foram identificados 550 mortos, e estima-se que hajam mais. Parece até que a natureza está tentando nos dizer algo, logo no início do ano.

Ano passado, logo nos primeiros dias, fomos testemunhas do terremoto no Haiti, que deixou vários mortos, entre brasileiros e haitianos, adultos e crianças, soldados e a nossa memorável Zilda Arns. Agora, ainda na segunda semana do ano, deparamo-nos com mais uma tragédia.

E já que estamos tentando entender o significado por trás dos fatos, eu me pergunto qual razão em comum têm tantos habitantes do Rio de Janeiro para merecerem passar por tudo isso que a população deste Estado tem passado. Em um curto período de tempo, vimos desastres da natureza (o episódio do Morro do Bumba e agora estas enchentes), guerras civis e a criminalidade oriunda do tráfico de drogas...

Muito embora eu tenha certeza de que há uma resposta, um grande motivo que justifique todas essas calamidades (pois injustiças não existem, Deus sempre sabe o que faz e há um porquê para tudo), não é nisso que tenho pensado sempre que vejo imagens tristes nos noticiários. Tudo isto tem me feito refletir acerca da nossa fragilidade enquanto seres humanos, e do quanto somos pequenos e impotentes diante da força da natureza, diante de tudo que pode nos acontecer.

Lembrei-me da clássica cena do filme “Titanic”, de 1997, em que o personagem de Leonardo di Caprio ergue-se na proa do navio e, extasiado com a vista, abre os braços e grita: “Eu sou o rei do mundo!”. É engraçado ele ter se sentido assim justamente ao mirar aquela infinidade de águas; eu, por minha vez, penso justamente o contrário quando o vejo, penso em como ele fica pequenino (e não me refiro somente à sua estatura) diante do oceano.

E se ele caísse do navio? Quem seria ele, sozinho, naquela imensidão de água a perder de vistas? Ainda que ele fosse mesmo “o rei do mundo”, de que importaria isso naquele momento? Ali, sozinho e afogando-se num oceano sem fim, nenhum título importa. Em uma situação como esta, de nada adianta ser rico, ser importante, ser reconhecido; você é apenas um mortal, um mero ser humano, um pedaço de carne flutuando no oceano.

Penso no que devem ter pensado as vítimas dos desmoronamentos e das enchentes do Rio de Janeiro, no exato momento em que viram tudo desabar. Provavelmente passou por suas cabeças algo parecido com o que descrevi. Naquele momento, com pedras gigantes e pesadas descendo serra abaixo e águas barrentas invadindo toda a cidade, somos ainda mais vulneráveis e fracos. Cada ser humano é um complexo de coisas, de virtudes e defeitos, de dons e habilidades, de lembranças e sonhos... Mas naquele momento cada ser humano é só um ser humano, só mais um, impotente e frágil.

 Que Deus abençoe a todos os desabrigados, os sobreviventes, os profissionais que estão trabalhando para salvar vidas e também as pessoas que desencarnaram nesta tragédia.

“Venha por um flagelo a morte, ou por uma causa comum, ninguém deixa por isso de morrer, desde que haja soado a hora da partida. A única diferença, em caso de flagelo, é que maior número parte ao mesmo tempo.
Se, pelo pensamento, pudéssemos elevar-nos de maneira a dominar a Humanidade e a abrangê-la em seu conjunto, esses tão terríveis flagelos não nos pareceriam mais do que passageiras tempestades no destino do mundo.”
   (O Livro dos Espíritos, pergunta n.° 738)

I'm not a bitch, so hate me.

Sabem daquela antiga geração que quis fazer uma revolução, que lutou pela liberdade de fazerem e dizerem o que quiserem, e também de transarem como e com quem quiserem? Aqueles jovens de alguns anos atrás, que conquistaram o direito de expressarem-se da maneira que preferissem, seja fazendo música punk ou colocando piercings? Aquela geração que queria ser livre, que não queria ser censurada, que queria escolher o caminho de sua própria vida? Pois é, com todo o respeito pelas conquistas desse pessoal, mas acho que levaram tudo muito ao pé da letra – ou talvez sejam as novas gerações que estejam distorcendo as coisas.

Eis que estamos abrindo uma nova década e a situação é a seguinte: está havendo uma ditadura da irreverência. Só é normal quem gosta de viver a vida nos extremos, quem tem “cabeça aberta” e experimenta de tudo.

Falo isso porque moro em uma cidade onde as pessoas respiram cerveja, onde ninguém consegue sorrir se não estiver com um copo de álcool na mão, e sentir vontade de ficar em casa num sábado à noite é doença.  Falo isso porque sou de uma geração em que quem não separa sexo de amor é visto como antiquado, quem não “fica louco” nas festas é sem graça e quem não é maníaco por festas é mais sem graça ainda. Falo isso porque vivo em uma época em que as pessoas se desvirtuam para sentirem-se aceitas.

Nada contra quem gosta, mas todos somos obrigados a gostar?

 Não estou aqui para crucificar A ou B. Cada um tem o direito de fazer o que quiser da sua vida, do seu corpo, enfim, de tudo que dispõe. Entretanto, o que me impressiona é que tudo aquilo que condenavam outrora, hoje veneram. Tudo aquilo que se esperava de um jovem em décadas passadas, hoje é discriminado. Como deixamos isso acontecer?

Vejo reflexos disso também na indústria do entretenimento, principalmente em relação às mulheres e em especial as cantoras. Quem não faz o estilo bitch (aos poucos este termo tem deixado de ser ofensivo) parece estar fadada a não se dar bem (Taylor Swift é a grande e indecifrável exceção), e em razão disso, até mesmo cantoras que nem são tão loucas assim estão optando por seguir esta linha, porque sabem que isso vende.

Demi Lovato é a mais recente estrela da Disney a se envolver em polêmicas que incluem fotos picantes e clínicas de reabilitação. Caíram na Internet fotos dela em atitudes assanhadas com seus amigos, e correm boatos de que alguém possui um vídeo dela fazendo sexo. Em notícia do site X 17 (fonte: http://x17online.com), uma fonte afirma que Demi havia se comportado de tal forma para impressionar os amigos. "Ela tentou agir de forma mais adulta usando linguagem chula e querendo mostrar a seus amigos como ela era rebelde, mas ela estava tão rude e apenas zombaram dela", diz o informante.

É aí que entra esta questão: a rebeldia e o crazy way to live viraram uma moda tão grande que as pessoas (os jovens, principalmente) estão sentindo-se pressionadas a adequarem-se a estes padrões. Continuemos com as famosas: há alguma cantora de sucesso na atualidade (além, é claro, da já citada Taylor) que nunca fez um videoclipe onde aparece quase nua, ou beijando outra mulher, ou qualquer outra coisa do tipo?

Repito: não estou aqui para crucificar ninguém. Tampouco me refiro às pessoas e artistas que são como são porque simplesmente são; minha crítica vai para aquelas que têm mudado seu jeito de ser para sentirem-se aceitas. Ou o videoclipe "Not myself tonight", da Christina Aguilera, não é um grito de desespero?, um clamor para ser ainda lembrada em um mundo dominado por Lady GaGa?

Christina já deixou de ser boa moça há muito tempo; assumiu-se em 2002 com o álbum "Stripped" e com o fatídico videoclipe "Dirrty", no qual ela aparece de biquíni e minissaia, sendo apalpada por vários rapazes. Pois bem, em 2002 aquilo era chocante, hoje não é mais. Christina agora precisa de mais que isso para ser notícia e virar hit. E por isso, dá-lhe chicotinhos, corseletes, sexo e lesbianismo em "Not myself tonight". Eu me pergunto se Christina, aquela se dizia inspirada por Etta James e Billie Holiday e que era apontada como "a diva da nossa geração", aos 30 anos (e quase 11 de carreira) e mãe de um filho, realmente é aquela garota do clipe ou só age assim porque precisa.

Já cheguei a ser chamada de “atrasada” por não gostar/fazer algumas coisas que hoje são consideradas naturais, porém não me agradam ou não vão ao encontro dos meus princípios. “Atrasada”, que tal? Como se houvesse uma série de estágios a serem percorridos na vida, e ficar de porre ou fazer sexo com desconhecidos são alguns deles. Até onde sei, isso fica a critério de cada um; estou errada? Eu faço da minha vida o que acho melhor, e se deixo de fazer o que todo munda acha o máximo, isso não quer dizer que “eu ainda não cheguei lá”, porque nada disso é obrigatório; quem faz, faz porque quer. Mas alguém, em algum momento, inventou que esse é o novo código, e quem não se adapta a ele fica se sentindo excluído. Meu Deus, este é o mundo em que eu vivo.

Um

Há momentos em que nos sentimos tão pequenos, tão pouca coisa diante de tudo que há à nossa volta. Dentro de nossa casa, trancados em nosso quarto, é fácil achar que tudo é fácil. Mas o mundo lá fora é duro, as coisas são difíceis, a vida não é um mar de rosas.

Temos medo de não conseguirmos o nosso lugar ao sol, de não haver espaço para nós. Há tanta gente nesse mundo!

Contudo, se pensarmos por outro lado, veremos que não há motivo para decretar o fracasso antes mesmo do início da luta. Da mesma forma que um indivíduo pensa que “é só mais um”, cada outro indivíduo também “é só mais um”. Cada um é só mais um, ninguém no mundo vale por dois. Todos somos seres humanos.

É como uma sala cheia de concorrentes, seja em um vestibular ou em um concurso. Suponhamos que hajam 30 pessoas na sala. Você se senta, olha ao seu redor e vê 29 pessoas além de você. Aquele rapaz ao seu lado, que você nem conhece, pode roubar sua vaga. Pois bem, este rapaz também está vendo 29 pessoas que podem roubar a vaga dele.

Você oferece aos demais o mesmo risco que acredita que eles te oferecem, porque o medo que você sente vem da sua preocupação com a quantidade de pessoas que competem com você. Já imaginou que, para cada outra pessoa neste mundo, também há uma multidão de gente supostamente ameaçadora, e que você está incluído neste grupo?



“Eu não conseguia me acostumar a Nova York, porque me sentia um floco de neve no meio de uma tempestade... Mas então eu descobri que todos aqui são flocos de neve também.” (Felicity Porter, no segundo episódio da primeira temporada de Felicity) 

Fitz & The Tantrums e Semisonic

Fitz and The Tantrums é a minha nova Semisonic. Não que eu esteja comparando as duas bandas (não têm nada a ver uma com a outra); refiro-me ao significado que cada uma assume em minha vida.

Em meados de 2003, época em que eu passava boa parte das minhas tardes escutando a Rádio SKY (o famoso canal 300 da operadora de TV a cabo SKY – através dele conheci vários artistas ótimos dos quais sou fã até hoje), acabei me encantando com uma baladinha entitulada “Secret smile”, de uma banda que eu nunca tinha ouvido falar, uma tal de Semisonic.

Como eu costumava fazer, joguei o nome da banda em um site de buscas da Internet – não me lembro qual, mas com certeza não era o Google; creio que nem existia Google nesta época, ou se havia, ainda não era muito popular. Acabei descobrindo que Semisonic era uma banda que já havia lançado dois álbuns por uma gravadora; havia outro(s) independente(s), se não me engano, mas nunca cheguei a ouvi-los. Ainda não era muito conhecida no Brasil, e infelizmente até hoje não é. Este talvez tenha sido um dos motivos que me levaram a adorar tanto a banda... Em minha vida, a tendência é que eu fique mais obcecada pelas coisas difíceis de conseguir, do que pelas fáceis – okay, nem sempre, mas isso acontece com muita frequência. Porém, é claro que não virei fã só por isto. O som do Semisonic também era (é!) incrível, um pop rock bem gostoso e com letras muito boas.


Em janeiro de 2004, em uma viagem para fora do país, tive a oportunidade de comprar os álbuns “Feeling strangely fine” (de 1998) e “All about chemistry” (de 2001)... Tornaram-se um vício!

“Feeling strangely fine” foi o álbum de maior popularidade da banda. “Closing time” e “Secret smile” fizeram sucesso nos EUA, e um relativo sucesso no Brasil. Este álbum é puramente de pop/rock, com ênfase nas guitarras e no violão. Adoro a segunda faixa, “Singing in my sleep”, e também adoro as baladinhas mais lentas, como “California” e “Gone to the movies”, embora também haja canções agitadas muito legais, como “This will be my year” – eu me identificava bastante com a letra.


“All about chemistry” não conseguiu o mesmo êxito do álbum anterior, mas nem por isso é digno de menos elogios. O álbum é maravilhoso! Enquanto “Feeling strangely fine” é mais guitarra e violão, “All about chemistry” tem bastante piano, e isso deixa as canções ainda mais lindas e suaves. “She’s got my number” e “I wish” têm bastante piano – esta última, aliás, tem uma parte instrumental de cerca de 2 minutos no final, e devo dizer, também tem umas das mais tristes e tocantes letras de todo o álbum.

Aliás, todo o álbum é bastante focado nestas questões acerca de relacionamentos, ou a busca deles. A minha predileta é “One true love”, uma balada belíssima que conta com a participação de ninguém menos que Carole King (ela ajudou a composição e também canta). É nesta canção que encontramos a frase mais bonita do álbum inteiro, em minha opinião: “In this world I can see many millions waiting in the sun, so I’d love to believe there’d be one of us for everyone” (“Neste mundo eu posso ver vários milhões esperando ao sol, então eu adoraria acreditar que há um de nós para cada um”). Como se depreende destes versos, “One true love” fala mesmo da busca por “one true love” (um amor verdadeiro).


Destaco ainda “Act naturally”, que é muito linda; “Get a grip”, canção enérgia cujo solo de guitarra me lembra uma velha canção de Eros Ramazotti, não sei qual... Ah, todas são ótimas. Creio que já deu para perceber que este é o meu álbum predileto do Semisonic.

Mas bem, onde entra o Fitz and The Tantrums nesta história?
Fitz and The Tantrums é meu mais recente achado e minha nova queridinha (muito embora a banda da minha vida e do meu coração ainda seja e provavelmente sempre será No Doubt – ainda preciso escrever sobre eles...). É a atual preenchedora do posto que tenho em minha vida de “banda pouco conhecida cujos CDs não vendem no Brasil e cuja sonoridade me fascinou desde a primeira vez que escutei”.

Conheci Fitz and The Tantrums muito por acaso, por um triz eu deixei passar este tesouro. A TV estava ligada em um canal que exibia um episódio da série teen “90210”. Na cena, uma personagem andava de bicicleta. Tinha tudo para ser insignificante, não fosse pela música de fundo, uma coisa meio anos 60, uma voz engraçada, com uma acústica estranha, como se fosse uma gravação antiga... Fiquei fascinada (tudo que soa antigo me fascina, como já disse aqui) e logo quis saber mais.



Depois de algumas pesquisas, descobri o nome da canção (“Don’t gotta work it out”), e a achei tão legal que quis conhecer as outras da banda. Logo me identifiquei com a sonoridade da Fitz and The Tantrums, que se inspira nos artistas da antiga gravadora Motown, clássica por ter sido berço da black music e soul dos anos 60. Pois bem, eu adoro a Motown, e basicamente tudo e todos que se inspiram nela me agradam.



Adoro o órgão trêmulo e sombrio dos segundos inicias de “We don’t need no love songs”, adoro a pegada de “Breaking the chains of love”, adoro a energia de “Moneygrabber”... Enfim, adoro todas as canções porque poderiam ter seguramente composto o repertório de qualquer grupo dos tempos áureos da Motown. É como uma vez disse um crítico da revista VEJA sobre a canção “Mercy”, da cantora Duffy (este texto não é sobre ela, mas devo dizer que também amo seu primeiro álbum, “Rockferry”, que bebe da mesma fonte que Fitz and The Tantrums; quanto ao segundo álbum, “Endlessly”, ainda estou escutando aos poucos e aprendendo a gostar. Ah, e devo dizer também que foi justamente por meio da VEJA, na seção VEJA Recomenda, que conheci Duffy): “Mercy faz tanto sucesso agora quanto poderia fazer em 1960”. Pois bem, aposto que o Fitz também faria o maior sucesso se existisse há 50 anos atrás, nos lendários e fascinantes anos 60... Meu Deus, já se passaram 50 anos? 

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Nostalgia típica das férias: Parte 3 – Desenhos animados

Já falei sobre séries, programações (quão estranho é sentir saudade disso?), e agora chegou a vez de falar deles, a paixão de quase toda criança: os desenhos animados. Confesso que fui uma criança um pouco diferente das outras, mas neste ponto eu me identificava com elas: adorava assistir a desenhos. Talvez tenha parado de gostar tarde demais... Ah, okay, nunca parei de gostar.


Doug
Este é inesquecível! Passa na TV até hoje. Mostra a vida de Doug Funnie, um garoto que precisa lidar com os dilemas do início da adolescência. Os personagens são marcantes: Roger, o bad boy da escola; Pati Maionese, a morena de cabelo loiro por quem Doug era apaixonado; Skipper, o melhor amigo azul de Doug... E havia o Homem Codorna, um super herói que era o alterego do Doug. Enfim, as situações eram muito legais e era fácil se identificar com elas, embora eu fosse bem mais nova que o protagonista quando assisti.



Babar, the elephant / O pequeno urso / Pingu 
Eram desenhos que passavam na TV Cultura... O mais legal era o do elefante Babar. É um desenho bem antigo que mostrava o cotidiano da família de Babar, uma família de elefantes reis. Já "O pequeno urso", como o nome diz, tinha um urso como protagonista, mas ele tinha vários amigos animais... Eu não gostava do urso, ele era tão cheio de si, tão dono da razão... E por fim, "Pingo" era uma animação diferente, parecia que os pinguins eram feitos de massinha de modelar.



Sorriso Metálico / Super Pig / Monster Racher 
Passavam na Fox Kids, por volta de 2002/2003. O primeiro era uma coisa bem teen acerca de uma adolescente e seu primeiro aparelho dentário (todo pré-adolescente entende, usar aparelho justo nesta época da vida pode ser um pouco traumatizante). O segundo era um anime (desenho japonês), mas eu não faço ideia de qual era o enredo. O terceiro também era um anime bem divertido sobre uma garota heroína que se transformava em porquinha para salvar as pessoas.



The Thornberrys / Rugrats / Os três amigos e Jerry / Rocket Power
Passavam na Nickelodeon por volta de 1999 e continuaram a ser reprisados por bastante tempo, foram alguns dos primeiros desenhos que gostei na TV a cabo. “Os Thornberrys” mostrava uma família de aventureiros. “Rugrats” são os famosos “anjinhos”, bebês que comunicavam-se entre si e tentavam entender o mundo dos adultos. “Os três amigos e Jerry” era um dos desenhos mais legais (hoje em dia é praticamente impossível achar algum episódio!), e não era tão infantil assim; mostrava um grupo de garotos que tentavam se dar bem com as garotas. Já “Rocket Power”, que era sobre um grupo de adolescentes que gostavam de esportes radicais, eu admito que nem gostava muito, mas faz parte das minhas lembranças...  


Catdog / Castores pirados / Hey Arnold / A vida moderna de Rocko
Assim como os desenhos do grupo anterior, estes também passavam na Nickelodeon no início dos anos 2000. São reprisados até hoje, pela própria Nickelodeon e também pela Band. “Catdog” é engraçadíssimo, o personagem principal é um animal que é gato e cachorro ao mesmo tempo; na verdade, são dois animais em um, pois eles têm personalidades próprias. “Castores Pirados” é sobre, como o próprio título sugere, dois castores que se metem em confusões; este desenho inclusive ficou famoso por uma polêmica boba em torno de um episódio que foi censurado em razão de um dos castores ter dito um palavrão (diga-se de passagem, um palavrão tão fraco que sequer é considerado um palavrão). “Hey Arnold” é famoso, é bem juvenilzinho, mostra a vida do Arnold, um garoto muito generoso que tem vários amigos na escola; quem não se lembra da Helga, a garota marrenta que nutre uma paixão secreta por Arnold e o chama de “cabeça de bigorna”? E “A vida moderna de Rocko”, por sua vez, fala sobre o Rocko, mal sei dizer que animal ele é... Só sei que é um desenho muito engraçado, mas nem conheço a premissa. Do que me recordo perfeitamente era música de abertura, tão legal! Mas refiro-me à original mesmo, não a mais moderna. Gosto da sonoridade da antiga.


Ginger 
Como eu adorava este desenho! Ainda é exibido, mas em um péssimo horário (sábado às 5h). “Ginger” é um desenho teen ambientado na high school, em que Ginger e suas amigas são as nerds excluídas e há duas garotas (Courtney e Miranda) belas e populares – sim, é clichê, mas é muito legal porque a gente se identifica assistindo, as situações mostradas são as típicas da vida de todo pré-adolescente, e quem vai dizer que esses clichês são só ficção? Acontecem de verdade, todos os dias, por isso viraram clichê. Sem mencionar que o desenho tinha uma vertente bastante sensível e abordava os problemas dos adolescentes de uma maneira bem legal. 



Kablam
Um clássico dos anos 90 da Nickelodeon! Infelizmente, “Kablam” nunca mais foi reprisado... Era um programa muito louco e ligeiramente atípico, no qual dois personagens de desenho (Henry e June) vivem suas próprias histórias mas também apresentam outros desenhos animados! O mais legal é que os desenhos apresentados eram super criativos e originais, umas coisas mirabolantes, umas animações diferentes... Lembro-me da Angela Anaconda, Liga da Ação... Agora!, Vida com Loopy, Sniz e Fondue, Prometheus e Bob, dos Excêntricos... Enfim, era muito legal! É triste pensar que não vou ver mais, espero que reprisem algum dia. Tenho alguns episódios, mas estão em inglês, e a dublagem brasileira era melhor, era bem mais caricata.



Pokémon / Digimon 01
Dois animes que marcaram minha infância. Pokémon eu comecei a acompanhar na Record, em 2000, quando passava após o programa da Eliana, sempre às 11h. Eu gostava muito da primeira temporada, tenho ótimas recordações (sim, eu sabia o nome dos 150 pokémon, e sei até hoje que o plural de pokémon é pokémon mesmo) mas nunca cheguei a acompanhar as demais temporadas (e foram várias; o desenho é exibido até hoje!). 
Já Digimon começou a ser exibido pela Rede Globo em 2001, e a priori eu prometi para mim mesma que não assistiria, para “não trair Pokémon” (que idiotices a gente fala quando é criança), pois na época corria essa fofoca de que um era cópia do outro. Mas depois me rendi: o desenho tinha sua própria história, bastante original e bem legal. Alguns episódios chegaram a ser muito emocionantes para mim na época... Todavia, assim como ocorreu com Pokémon e com vários outros animes e séries, apenas a primeira temporada foi boa.

 

Sailor Moon
Era exibido todos os dias às 16h no Cartoon Network, antes de Card Captor Sakura (sobre o qual eu falarei abaixo). Era um anime bem legal, sobre garotas heroínas, e tinha uma temática juvenil que me agradava, mas não cheguei a acompanhar tudo. Haviam várias Sailors, e minha favorita era a Sailor Marte, mas a protagonista era a Serena, a própria Sailor Moon - as demais Sailors levavam nomes de planetas.



Card Captor Sakura
Este anime merece um destaque especial, porque foi simplesmente o melhor desenho que já assisti na vida. Assisti em 2001 (era exibido todos os dias às 16h30 no Cartoon Network e depois a Globo exibiu também, mas aí eu já havia assistido todos os episódios), era super fã, ficava chateadíssima quando perdia algum episódio e logo dava um jeito de ver a reprise. No fim, vi todos os 70 episódios das 3 temporadas – por sinal, “Card Captor Sakura” é um dos raros casos em que todas as temporadas são excelentes, mantêm o nível e a continuidade. Era um desenho lindo, inteligentíssimo, intrigante, misterioso e emocionante. A trama central tratava de aventura, suspense, mistério e ação, mas em segundo plano havia o drama e a comédia, que às vezes roubava a cena – nos últimos episódios, inclusive, o drama (a vida pessoal de Sakura) deixou o resto da história de escanteio.
“Card Captor Sakura” arrasa em todos os aspectos possíveis e imagináveis: os personagens são cativantes e muito bem construídos; a trilha sonora é belíssima, toda instrumental e exclusivamente produzida para o anime; a história é super bem elaborada, tanto que até hoje me confundo um pouco, é complexo entendê-la, faz-se necessário prestar atenção em vários detalhes; os romances são explorados com muita delicadeza e inclusive falam sobre o amor de uma forma muito mais densa e profunda do que o usual, fornecendo uma noção muito mais realística do que as mensagens passadas por novelas e filminhos.
Não há palavras para descrever “Card Captor Sakura”! Com certeza vou guardar os episódios para assistir com meus filhos. Eles precisam conhecer uma obra de qualidade antes de serem infectados com esses conceitos frívolos em que outras produções se baseiam.


Tenchi Muyo / El Hazar / Dragon Ball Z / Bucky
Mais animes – sim, eu era fã deles! Estes quatro eram exibidos no programa Band Kids, o mesmo que hoje exibe “Catdog” e “Hey Arnold”, conforme citei acima. Naquela época (2001/2002), contudo, o programa era exibido à tarde e as atrações eram exclusivamente japonesas – até a apresentadora era descendente de japoneses. De todos estes, o que eu mais gostava (e do qual melhor me lembro) era “Tenchi Muyo”, que era um misto de aventura com comédia; eu ria muito da personagem Riyoko, uma “loira burra”... Era um desenho mais adulto, havia várias cenas sensuais, inclusive. Já “Dragon Ball Z” eu acompanhei por pouco tempo e, apesar de gostar, abandonei porque sentia dificuldade de acompanhar e de entender também – aliás, até hoje não entendo direito aquela história das sagas... Mas era divertido assisti-lo.    


Cavaleiros do Zodíaco
Provavelmente o mais clássico de todos os desenhos japoneses! Eu assisti quando era exibido na extinta Rede Manchete, no programa “Clube da Criança”, que era apresentado pela Debby, ou seja, foi entre 1995 e 1996, não me recordo perfeitamente, mas sei que era exibido no finalzinho da tarde – disto nunca me esqueço: eu ia embora da escola correndo para não perder os Cavaleiros do Zodíaco!







Marsupilami / Ana Pimentinha / Dois cachorros bobos / A hora do recreio 
Eram desenhos exibidos no programa TV Cruj, do SBT, sobre o qual inclusive comentei na parte 1 dos meus textos sobre a nostalgia típica das férias. "Ana Pimentinha" era o que mais me agradava, por ser mais teen. Mas "Marsupilami" também era engraçadíssimo, nunca descobri que espécie de animal ele era!



As aventuras de Tin Tin / Laboratório submarino 2020 / Jonny Quest
Uau, isso sim é nostalgia! Os dois últimos desenhos são da respeitada Hanna Barbera, empresa que produziu vários clássicos que marcaram a vida de muita criança, como os Flinstones, Jetsons, Zé Colméia e Corrida Maluca. O diferencial destes três desenhos, entretanto, e também o motivo pelo qual agrupei-os, é que apesar de serem infantis, eram melhor elaborados, não eram como os outros da Hanna Barbera, que apenas apresentavam situações engraçadas aleatoriamente. “Jonny Quest”, “Tin Tin” e “Laboratório submarino” eram desenhos de aventura e ação, mas sempre havia mistérios a serem solucionados. Na minha cabeça de criança, era tudo o máximo porque eu geralmente não conseguia desvendar tudo sozinha, o que só me fazia admirar ainda mais a inteligência dos personagens e me encantar pelas histórias. Hoje talvez tudo nem pareça tão incrível (preciso assistir para saber), mas na época era... Se não me engano, “Jonny Quest” e “Tin Tin” eram exibidos bastante tarde, perto da madrugada, no Cartoon Network – e isso deixava tudo ainda mais emocionante! Assistir TV de madrugada é uma aventura e tanto para qualquer criança. Já “Laboratório submarino”... eu não faço a menor ideia de quando ou onde assistia isso.


Speed Racer / Space Ghost
Esses eram desenhos considerados “desenhos de homem”, mas era legal assisti-los, eu me sentia descolada por também gostar de algo que os meninos gostavam. “Speed Racer” tinha muita velocidade e adrenalina, era legal. Recentemente fizeram uma nova versão deste desenho, mas é claro que não é a mesma coisa...





Tom e Jerry / O xodó da vovó / Formiga atômica / Esquilo sem grilo / Tartaruga Touché / Coelho Ricochete / Pepe Legal / O tamanduá e a formiga / Leão da Montanha / O urso do cabelo duro
Mais clássicos da Hanna Barbera que o Cartoon Network exibia no final dos anos 90 e eu adorava... Por que não exibem mais essas coisas atualmente? Estes desenhos são do tipo que nunca vai envelhecer, passam de pai para filho e todo mundo acha legal.




Josie e as Gatinhas
Outro desenho épico da Hanna Barbera, que inclusive serviu de tema para um filme de mesmo nome. Era bem "mulherzinha", e tinha música! Não há como eu não gostar. Havia uma outra versão, "Josie e as Gatinhas no espaço", mas eu não assistia muito... O original era melhor. 




Scooby-Doo
Com certeza "Scooby Doo, cadê você?" não marcou somente a minha infância, como também a de muita gente...  Eu nunca fui fã de terror, mas o terror de "Scooby Doo" era recheado de comédia, então ficava divertido! O mais legal é que sempre, ao fim do episódio, o bandido/monstro era algum ser humano disfarçado que era desmascarado pela turma do Scooby. O Salsicha era o mais engraçado, mas a minha favorita era aquela intelectualzinha, qual era mesmo o nome dela? Velma!





Pica-pau
Ah, quem nunca gostou? Este é um super hiper mega clássico, até hoje os canais de TV, abertos ou pagos, exibem, e sempre faz sucesso. Eu ria bastante, era divertido, mas hoje em dia acho o Pica-pau um pouco sacana, assim como também não gosto das armações do Piu Piu para com o Frajola. Eles sempre saem de bonzinhos! Mas de qualquer forma, é divertido. Fizeram uma nova versão de Pica Pau, mas é como eu disse acima sobre Speed Racer: nada como o original!




A vaca e o frango / Eu sou o máximo / O laboratório de Dexter / Johnny Bravo
Grandes produções do Cartoon Network, surgiram nos anos 90 e foram incessamente reprisados. Vários canais abertos compraram e exibiram também. Eram engraçadíssimos, eu assistia sempre e era diversão garantida. “O laboratório de Dexter” era o meu predileto, adorava o jeitinho arrogante do protagonista, que era um garoto prodígio, um cientista com uma irmãzinha pentelha (Dee Dee).









Pinky e Cérebro / Papa-léguas e Coiote / Tiny Toons / Animaniacs
Estes desenhos eram exibidos no Cartoon Network em um programa entitulado "A Hora Acme", destinado somente a produções da Warner Bros. "Pinky e Cérebro" é um clássico... "Cérebro, o que faremos amanhã a noite?" / A mesma coisa que fazemos todas as noites, Pinky... Tentar conquistar o mundo!"




Looney Tunes
Trata-se de uma série de desenhos da Warner Bros, entre eles: Taz-Mania (sobre um diabo-da-tasmânia; aliás, o desenho tornou conhecido esse animal - eu mesma nunca havia ouvido falar dele antes de assistir); Marvin, o marciano (eu nunca vi a boca dele! Ele ficava sempre com seu capacete de ferro, ou seja o que for aquilo);  Pernalonga e Patolino, Piu-piu e Frajola (odiava o Piu-Piu! Passarinho abusado e cínico), entre outros.



Snoopy e Charlie Brown
Este é um dos meus prediletos até hoje... Era muito linda a relação de Charlie Brown com seu fiel cachorrinho Snoopy, e também com um passarinho descabelado, o Woodstock. Havia a turminha de amigos do Charlie Brown: a Lucy, o Lino (com seu lençol inseparável), a Paty Pimentinha...  Era um desenho bastante poético, cheio de situações do cotidiano que eram mostradas com muita sensibilidade. Sem mencionar as famosas frases que davam nome aos episódios, sempre destinadas ao Charlie Brown, como se ele estivesse falando consigo mesmo: "Você é um bom homem, Charlie Brown", "Você está apaixonado, Charlie Brown", "É dia da árvore, Charlie Brown!"... E a clássica: "Que puxa!"



Du, Dudu e Edu / As meninas super poderosas
Dois desenhos que o Cartoon Network lançou na mesma época (creio que em 1999, ou algo próximo disto). São da geração pós-Johnny Bravo, Vaca e Frango etc. Eram legais e fizeram bastante sucesso quando foram exibidos na TV aberta, principalmente "As meninas superpoderosas"... Virou uma febre! Todas as meninas queriam ter tudo delas: cadernos, mochilas, almofadas em formato do rostinho delas... A minha favorita era a Docinho (verde), a bravinha. A maioria das minhas colegas preferia a Lindinha (azul), mas eu achava ela fresca e manhosa demais... Mas ela era fofa. 





Oggy e as baratas tontas / Ned e a salamandra
Outros desenhos do final da década de 90, recordações dos meus primeiros meses de TV a cabo... 





O Fantástico Mundo de Bob
Outro desenho que marcou a infância de muita gente nos anos 90! O Bob era um menininho de 4 anos que tinha uma imaginação super fértil e criava as mais malucas aventuras em sua cabeça, era como se ele vivesse em um mundo à parte, o mundo de sua imaginação. Engraçado é que sempre no início do desenho, o Bob contracenava com um homem, um homem de verdade, que não era um desenho, e eles conversavam sobre qual seria a história do dia...



Garfield
O gato mais famoso da TV e dos quadrinhos! Garfield era um gato preguiçoso, guloso e acomodado. Era apaixonado por lasanha e vivia retrucando as coisas que seu dono falava, mas sempre em pensamento.





Beetlejuice
Nossa, há quanto tempo eu nem ouvia falar desse desenho! Estou até me estranhando por ter lembrado. Foi inspirado no filme de mesmo nome, e eu me lembro que era exibido sempre às 15h (ou seria 15h30?) no Cartoon Network, mas fora isso não lembro mais nada... Eu assistia pouco (acho que nesse horário havia outras atrações mais interessantes em outros canais), mas gostava.



Muppet Babies
Esse é muito antigo, creio que assisti quando foi exibido na TV paga por volta de 1998/1999, mas não me recordo do canal. É um grande clássico também. Depois foi lançado uma animação, mas o que eu assisti foi a versão original, com bonecos! E era bem mais legal (aquela velha conversa sobre os originais superarem as novas versões). Adorava a Piggy! 






Pois bem, foi uma delícia recordar tudo isto! Estes desenhos fizeram parte da minha infância e do início da minha adolescência, e eu me recordo de como era gostoso acompanhá-los, de como eu programava cada minuto do meu dia de modo a não perder nenhum episódio do meu desenho favorito! Afinal, naquela época, esta era a maior preocupação que eu tinha na vida: o que vou assistir hoje? Ah, tempos que não voltam!